Abel fala sobre desafio no Flamengo e como tenta lidar com a perda do filho

Abel Braga durante duelo no Maracanã (Foto: Lucas Merçon/Fluminense)

Em sua primeira semana à frente do Flamengo, o técnico Abel Braga recebeu o Esporte Espetacular no Ninho do Urubu para uma entrevista em que abre o coração sobre o desafio de fazer o milionário elenco rubro-negro conquistar títulos importantes depois de bater na trave nas últimas temporadas.

Ele afirmou que a missão, após cinco meses longe da beira do campo, o ajuda a lidar com a dor da perda do filho João Pedro, de 19 anos, que morreu em um acidente doméstico em julho de 2018. Na entrevista completa, que vai ao ar neste domingo na TV Globo, Abel fala ainda sobre reforços e responde a perguntas feitas por Zico, Junior, Rondinelli e Felipe.

Já precisou atuar como bombeiro nestes primeiros dias? Houve o caso do Diego Alves, que não estava sendo relacionado nos últimos jogos por causa de divergências internas…

Abel Braga: Eu conversei com o Diego (Alves) duas vezes. Até falei para ele que não deveria ser eu a ligar. Mas liguei para que ele tivesse convicção plena de que em momento algum o ocorrido teria influência esse ano. Eu não sei nem o que aconteceu até agora. Não perguntei. Só disse que começamos zerados.

Nós temos bons goleiros. O César mostrou isso. Mas que ele também é um grande goleiro, com experiência. Eu gostaria de contar com ele. Foram as minhas palavras, e acho que ele acreditou. Fico feliz. O Flamengo se mantém forte nesta posição. Seria ilógico ter um goleiro da qualidade dele e ter que sair para buscar um outro. Melhor trazermos jogadores para posições que sentimos mais carência. Porque o Flamengo não vai ter uma equipe para jogar 80 jogos. Precisamos de pelo menos duas equipes e meia. Essa é o caminho que eu vejo.

As carências do elenco já foram identificadas?

Vamos precisar de mais jogadores de lado. Só aí saíram dois (Geuvânio e Marlos Moreno). Hoje temos o Vitinho, e acredito que este ano estará mais forte, mais maduro. Vai sentir menos a responsabilidade que colocaram em cima do menino. Chegar no meio, com o valor que custou… Foi um “resolve”. Não é por aí. Temos que resolver com participação de todos.

Temos necessidades óbvias. Tem um menino que me chamou muita atenção no treinamento. Gosto muito disso, de ter um cara que me chama a atenção no primeiro treino. Ano passado foi o Wendel (no Flu). O garoto machucou muito, foi emprestado… Eu ainda confundo o nome de dois ou três, aí perguntei quem era. É o Thiaguinho (Thiago Santos). Interessante esse cara, e é de lado. Vamos ver. Mas realmente precisamos de mais. Temos o Berrío, que tem uma grande velocidade e disposição.

Retirado de: Globo Esporte