Conmebol muda o regulamento da Libertadores e faz exigência polêmica

Taça da Copa Libertadores da América (Foto: Divulgação/Conmebol)

Após episódios lamentáveis na grande decisão da Libertadores, a Conmebol promete ser cada vez mais rígida na organização de suas competições. No início desta semana, a entidade divulgou seu novo Regulamento de Segurança, o qual aumenta o número de itens vetados de 18 para 21. 

Além da proibição dos bandeirões, como foi antecipado pelo blog do Rodrigo Mattos, novas mudanças estão previstas para serem implantadas até 2021.

Sem sombra de dúvidas, a modificação que mais gerou polêmica, foi a exigência de que os torcedores não poderão ficar em pé durante as partidas da competição continental.

Confira abaixo um resumão, com as principais novidades

CRIAÇÃO DE “RG TORCEDOR”

Para vender ingressos, a Conmebol exigirá a partir da temporada 2021, uma espécie de “RG de torcedor”, ainda não definido. Entre as informações que esse novo objeto terá, aparecem nome completo, número do documento de identidade e endereço. O objetivo é facilitar a identificação de torcedores infratores. Um modelo parecido foi colocado em prática na última Copa do Mundo, quando a Fifa implantou o “Fan ID”.

TODOS SENTADOS

Outra medida prevista para vigorar a partir de 2021 segundo o Regulamento da Conmebol, é a proibição de de torcedores assistindo os jogos em pé em setores com cadeiras, obrigando todos a assistirem as partidas sentados.

“Estádios com arquibancadas temporárias ou desmontáveis não serão habilitados para as competições de clubes”, avisa o Regulamento.

Além disso, diversos itens relativos à estrutura das arenas terão que ser melhorados, como as arquibancadas.

“Estrutura em material resistente preferivelmente em concreto, oferecendo boas condições estruturais, de comodidade, higiene e arquitetônicas para os espectadores”, escreve a Conmebol.

Wi-Fi

De longe, a obrigatoriedade de serviço de internet Wi-Fi, aparece com a medida mais curiosa e distante da realidade dos estádios na América do Sul. No cenário visto atualmente, até o próprio serviço de redes móveis tem dificuldades de operar nos campos sul-americanos.