Bandeira de Mello fala pela primeira vez após tragédia no Ninho e confronta versão dada pela prefeitura

Eduardo Bandeira durante coletiva de imprensa (Foto: Staff Images/Flamengo)

Eduardo Bandeira de Mello, que foi presidente do Flamengo entre 2013 e 2018, afirmou que nunca chegou ao Flamengo multa alguma. Sobre as condições de segurança oferecida aos funcionários e jogadores, Bandeira confronta a versão divulgada pela prefeitura e ressaltou que o trabalho realizado nas categorias de base chegou a ser elogiado.

— Esses assuntos operacionais, nem sempre chegam à alta administração. Posso garantir que se isso tivesse acontecido, chegaria a nós. Nunca teve nenhum auto de interdição do CT baseado em questão de segurança e de trabalho. Também estranho as declarações de que a prefeitura teria tentado interditar o CT e não tivesse conseguido. O que me lembro é que a prefeitura, pela defesa dos direitos da criança e do adolescente, elogiou o que vinha sendo feito no Flamengo nessa questão do tratamento das crianças. Essa quantidade de multas, não sei ao que se refere, mas em momento algum chegou ao Flamengo algo referente a segurança à condição de trabalho – disse, à Rádio Globo.

O ex-mandatário garantiu ainda que as instalações utilizadas pelas categorias de base, onde ocorreu um incêndio na última sexta-feira e teve 10 vítimas fatais, era confortável e ressaltou que a base para qualquer conclusão deve ser o apontado pela investigação.

— Acho que era um alojamento confortável. Era um alojamento que não era o definitivo e estava programado para se mudar para o módulo que abrigava o profissional. Embora não fosse o definitivo, era uma instalação que tinha condições de conforto elogiada por muitos deles, inclusive. Infelizmente, não se pode esquecer, em momento algum, que aconteceu essa tragédia. Nada que fizermos vai trazer esses meninos de volta. Tenho certeza que a apuração dos fatos pelas autoridades competentes vai levar a verdade do que aconteceu. E é isso que tem de ser usado para a base de conclusões.

Bandeira ressaltou que, no dia da tragédia, enviou uma mensagem ao presidente Rodolfo Landim se solidarizando e oferecendo ajuda, caso necessário.

— Mandei mensagem me solidarizando, lamentando e me colocando à disposição, caso sentisse necessidade de eu ajudar em alguma coisa. Mas o fato de eu ter oferecido ajuda, se necessário, implica que eu seja convidado. Até porque, essas questões operacionais, muitas vezes, passava distante da minha atividade. Me sinto bem representado pelo (Flávio) Wileman (ex-vice jurídico) e (Alexandre) Wrobel, que foi um verdadeiro herói nas construções do CT, e que também tem ajudado bastante.

Retirado de: Lance