De Arrascaeta em ação pelo Flamengo, no estádio do Maracanã (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
O Flamengo registrou R$ 468 milhões de movimentação entre compras e vendas de direitos de atletas nesta temporada de 2019. Há uma busca por equilíbrio dentro do clube entre as receitas e gastos apesar da forte pressão por contratações. O balancete do primeiro semestre indica, sim, um aumento da dívida, mas ainda em nível controlável.
A estratégia da diretoria rubro-negra desde o início do ano foi a de contratar bastante logo no início da temporada. Baseava sua ideia em ter um time pronto desde no começo do ano e contava com as receitas da venda de Paquetá que entraram durante o ano.
Pelo resultado financeiro do meio do ano, o clube arrecadou R$ 214 milhões em direitos econômicos, contando Paquetá, Jean Lucas e Dourado. Somado a isso, há a negociação de Léo Duarte (€ 11 milhões) que eleva o total de vendas para R$ 261 milhões. Por isso, a receita de um semestre em 2019 ultrapassou R$ 400 milhões.
Em contrapartida, o Flamengo gastou forte com contratações. Até o meio do ano, o valor era de R$ 150 milhões. Some-se a esse valor as contratações de Gerson (€ 12 milhões) e Pablo Marí (€ 1 milhão). No total, atinge-se o valor de R$ 206 milhões, incluindo comissões e luvas. Está bem acima do valor inicial de R$ 100 milhões previstos para investimentos no ano – houve uma readequação do orçamento. O clube tem que R$ 100 milhões em valores no passivo a pagar pelas operações, entre comissões e direitos.
Uma análise de entrada e saída pode chegar à conclusão que sobrou dinheiro já que as vendas foram maiores do que as compras. Mas, na realidade, o Flamengo tinha uma previsão de negociação de jogadores para fechar suas contas. Então, não há sobra de dinheiro. Na realidade, a diretoria tem calculado cada operação para caber dentro do seu orçamento readequado.
Houve superávit no primeiro semestre, mas também houve incremento do passivo e portanto da dívida líquida. Descontado o valor das luvas da Globo, que só meramente contábeis, o débito líquido fica na casa dos R$ 420 milhões, controlável para um clube com receita anual acima disso.
Em paralelo, a diretoria fez uma ginástica para caberem no orçamento todos os jogadores recentemente contratados. Filipe Luís, por exemplo, topou ganhar um salário maior a partir de 2020 com a inclusão das luvas. Isso porque o clube já tinha inflado a folha com as chegadas de Rafinha e Gerson. Por isso, houve a necessidade de desonerar do outro lado com a saídas de Trauco e Pará.
Em entrevista à Fox, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, informou que o total das despesas está em R$ 271 milhões, sendo 78% com o futebol. Assim, a folha salarial do futebol é de cerca de R$ 16 milhões.
A diretoria, de fato, negocia com o atacante Balotelli, como antecipado pelo jornalista italiano Di Marzio, da “Sky Sports” Italiana. A informação do blog é que não há previsão de folha salarial neste patamar dentro do clube.
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Para bancá-lo, o Flamengo terá de gerar receita extra com negociação de atleta. Há sondagens bem firmes por Reinier – Landim confirmou que negocia se houver proposta irrecusável.
Fora as negociações de jogadores, as receitas do Flamengo estão estáveis. Houve um aumento da arrecadação com bilheteria com os públicos altos e a gestão do Maracanã. Mas, ao mesmo tempo, as rendas com patrocínio estão abaixo do previsto. O orçamento prevê mais de R$ 700 milhões de receitas no ano.
Retirado de: Rodrigo Mattos – UOL
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