Gabigol em ação pelo Flamengo na partida de estreia da Libertadores de 2019 (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Soberano. Essa provavelmente é a melhor definição de Gabriel quando o assunto é gol no futebol brasileiro. Justificando mais do que nunca o apelido de Gabigol, o atacante do Flamengo nada de braçada entre os concorrentes, deixa para trás qualquer dúvida da passagem pela Europa e coleciona estatísticas: já são 51 gols em 20 meses do retorno ao Brasil.
Desde que deixou a Inter de Milão para retornar ao Santos, ninguém fez mais gols que ele no futebol nacional. Em 2019, ninguém fez mais gols que ele no país. E os 24 marcados com a camisa do Flamengo o colocam prestes a estipular sua melhor temporada na carreira (foram 27 pelo Peixe no ano passado).
Em 34 jogos no ano, Gabriel participou diretamente de 29 gols do Flamengo (somando cinco assistências). O curioso é que a marca melhora justamente se excluídos os números do Estadual: 17 bolas na rede e três passes decisivos em 22 partidas de grandes competições.
Números que justificam o frisson que o camisa 9 desperta na torcida e toda expectativa para que seja decisivo no duelo com Guerrero, quarta-feira, pela Libertadores. Ciente do peso de uma goleada em um clássico, Gabigol fala do moral elevado e alerta para importância de abrir bem as quartas de final contra o Internacional.
— Chegamos confiantes. São dois jogos e precisamos dar um grande passo nesse primeiro. A torcida vai comparecer, como sempre. Vamos descansar, porque quarta-feira tem mais.
Todo sucesso com a camisa do Flamengo, por sua vez, se foi suficiente para deixar para trás as passagens ruins por Benfica e Inter de Milão, não foi capaz de convencer Tite. A expectativa pela convocação para os amistosos da Seleção em setembro se transformou em teste de paciência para o jovem que só foi lembrado pelo treinador na primeira convocação, ainda em 2016.
Com o que eu venho fazendo com os meus companheiros, eu sonhava. Como falei na coletiva: se não for nessa vez, vamos continuar sonhando. Continuo jogando, fazendo gols… Se continuar assim, vai acontecer. Estou muito feliz pelo Bruno, ele merece. Fiquei do lado dele no Santos, quando teve a lesão no olho, e sei o que ele passou.
Campeão olímpico no Rio 2016, Gabigol disputou a Copa América Centenário, no mesmo ano, e tem dois gols marcados pela seleção principal. Prestes a completar 23 anos, são 114 na carreira (84 pelo Santos, 24 no Flamengo, dois na Europa – um na Inter e um no Benfica – e quatro pela seleção, dois na Olimpíada e dois na principal).
Quarta-feira, o Flamengo começa a disputa para voltar a uma semifinal de Libertadores após 35 anos. O rival é o Inter, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. E a torcida deixa a pergunta que se reflete em cartazes nos estádios pelo Brasil: tem gol do Gabigol?
Retirado de: Globo Esporte
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