Flamengo

Meio-campista do River Plate, Enzo Pérez conta como Jorge Jesus mudou sua carreira: “É um louco, obsessivo”

Atualmente no Flamengo, Jorge Jesus sagrou-se campeão da Conmebol Libertadores em cima do River Plate. Na final disputada em Lima, ele teve pela frente um antigo comandado da época de Benfica: Enzo Pérez, que rasgou elogios ao treinador.

Em entrevista exclusiva à Conmebol Libertadores, o meio-campista conta que evoluiu muito quando trabalhou com o Mister em Portugal. Segundo Pérez, Jorge Jesus mudou sua função em campo e era um louco obsessivo na busca pela perfeição, algo que o ajudou muito em campo.

“Jorge Jesus foi o técnico que mais me modificou mentalmente na visão de jogo dentro de campo. Porque me colocou em uma posição onde você precisa estar olhando, observando e ordenando. Me ajudou também muito no nível pessoal”, afirmou o jogador, que seguiu lembrando quando passou a ser volante com o português.

“Eu lembro que tinha viajado para a Argentina e iria defender a seleção. Venderam Witsel e estavam para vender Javi Garcia. Ele me chamou no escritório e conversamos. Ele disse: ‘o único meia que posso fazer essa função é você’. Ele perguntou se eu tava preparado, pois tinha condição. Os técnicos adoçam os ouvidos. Eu disse que não teria problemas, mas que ele devia entender que joguei toda a minha carreira por fora. Ele disse: ‘fica tranquilo que vou cuidar da sua carreira, que melhore e seja mais longa’, explicou.

Durante esse processo, Enzo Pérez admitiu que foi uma mudança drástica. E Jorge Jesus teve papel fundamental para exercer bem a nova função.

“Todos os dias, com vídeos, ele me mostrava os ‘5’ que tinha treinado, qual era a função jogando no esquema 4-4-2, ele foi marcando treinos, fazia trabalhos apenas para mim. Um obsessivo, um louco”, conta o atleta, completando.

“Eu lembro de jogos, os primeiros cinco, eu corria para todo o lado. Eu corria mal. Quando queria tocar, sempre havia dois ou trêS rivais em cima. Não podia perder. Eu ocupava mal os espaços, não tinha a noção que tenho hoje. Acabava o jogo ele dizia que tinha sido um fenômeno. Por dentro eu sentia que fui um desastre. Em vez de tocar 50 vezes na bola, tocava 10. E das 10, errava cinco. Houve predisposição minha e dele. Tinha que ir melhorando, melhorando”, finalizou.

Retirado de: Fox Sports

Equipe Gávea News

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