Flamengo

Flamengo trabalha psicológico dos atletas para que não sejam afetados pela ausência da torcida

Diante deste terrível cenário mundial proporcionado pelo novo coronavírus, muitos campeonatos estão retornando sem a presença dos torcedores nos estádios. O Campeonato Carioca está retornando, e também não terá a presença da torcida. Para que o psicológico dos jogadores não seja afetado, o Flamengo está utilizando um Mental Coach, que já atua no clube desde a chegada de Jorge Jesus. Evandro Mota é o profissional responsável pelo trabalho.

O Mental Coach explicou, com exclusividade ao site Urubu Interativo, o que está sendo feito no Rubro-Negro neste período complicado em que o Brasil está vivendo. Evandro comentou que o trabalho foi iniciado com uma percepção de Jorge Jesus. Assim como o Borussia Dortmund fez, o Flamengo também trabalhou o psicológico dos seus atletas para que a falta de sua torcida não afete o rendimento em campo.

“Foi iniciado um trabalho e ele segue. É contínuo. E tudo começou a partir de uma percepção do Jorge Jesus, que está muito antenado ao que tem ocorrido na Europa, principalmente Portugal e Alemanha. Ele me chamou para conversar e, juntos, detectamos uma série de coisas, dentre elas que os clubes de massa, que contam com forte presença e influência da torcida, passaram a ter dificuldades. A torcida ajuda não só a estimular, como também ‘atrapalhar’ os adversários”, disse Evandro.

Evando Motta durante um treinamento do Flamengo no Ninho do Urubu (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

O Mental Coach revelou que semanas antes da partida contra o Bangu, foi feito um trabalho com os jogadores para que os atletas entendessem como seria jogar sem o apoio da gigante torcida do Flamengo.

“Cerca de duas semanas antes de enfrentarmos o Bangu, iniciamos um trabalho de implementação da ideia de que, dentro das quatro linhas, nossa vontade de vencer e atingir os objetivos precisa ser a mesma com ou sem torcida. Parece simples, mas não é. O mundo do futebol conhece a nação rubro-negra e sabe que é o nosso décimo segundo jogador. Nosso elenco abraçou as diretrizes que passamos. Algumas ações não posso externar, porque, logicamente, são diferenciais competitivos que temos a nosso favor”.

Para finalizar, Evandro citou a partida contra a Portuguesa, que também foi sem torcida, e apontou a diferente postura da equipe diante do Bangu.

“Basta observar a diferença da postura do time em campo, no envolvimento com o jogo, nas partidas contra Portuguesa e Bangu, que perceberão que houve evolução. Ficamos felizes com o resultado e queremos sempre mais”, finalizou.

Créditos do texto: Wesley Ramon/Urubu Interativo

Equipe Gávea News

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