Flamengo

Especialista aponta que lesão de Bruno Henrique, do Flamengo, não é comum

As últimas atuações de Bruno Henrique o transformaram em um dos grandes “reforços” às vésperas da abertura da janela de transferências. O arranque, a desenvoltura e os gols voltaram, mas imagem produzida aos 46 minutos do empate por 1 a 1 com o Palmeiras causou calafrios na torcida do Flamengo.

Após subir para disputa aérea, caiu dobrando joelho e tornozelo da perna esquerda. Para completar, ainda levou um pisão do zagueiro Luan. O diagnóstico veio nesta segunda-feira: “O atleta Bruno Henrique realizou exames que diagnosticaram estiramento ligamentar após entorse no joelho e tornozelo esquerdos. O tratamento é com fisioterapia”.

O que poderia trazer desesperança aos rubro-negros numa leitura dinâmica foi encarado como alento e “dose de sorte” por parte do jogador. Bruno Henrique não rompeu nenhum ligamento. E outro fator importante: a perna lesionada contra o Palmeiras não é a mesma da lesão multiligamentar sofrida em junho de 2022 e que o tirou das partidas por 10 meses.

Apesar de não ser grave, a lesão combinada no joelho e no tornozelo não é comum. Rene Abdalla, especialista em medicina esportiva do HCor São Paulo, explicou o que aconteceu.

— O choque produziu mecanismo de torção duplo entre esta articulação (do tornozelo) e o joelho, o que não é muito comum. Normalmente, uma torção bloqueia a outra. Isso causou uma lesão combinada – explicou Abdalla.

Embora o Flamengo não trabalhe com prazos e nem tenha dado maiores detalhes sobre a lesão, o tempo de recuperação esperado para esse tipo de problema é de uma a três semanas.

Também referência em medicina esportiva e ortopedista do Vasco por cinco temporada, Marcos Teixeira explicou por que o “estiramento ligamentar” pode ser encarado como um alento.

— A lesão ligamentar pode ser classificada segundo a sua gravidade. O grau 1 representa um estiramento, o 2, uma ruptura parcial, e o grau 3 é uma ruptura total. Falamos em estiramento quando não há ruptura de fibras. Funciona como uma corda que esticou demais, sem romper qualquer um dos seus fios. Nesse caso, há uma inflamação, edema, dor, limitação da mobilidade, e dificuldade para caminhar, mas sem ruptura dessa corda. Portanto sem instabilidade para a articulação envolvida – completou Teixeira.

Apesar das limitações citadas por Teixeira, o estiramento é um alívio diante do que a imagem sugeria. Não há necessidade de cirurgia, e sessões de fisioterapia ajudarão Bruno Henrique a estar apto em breve.

Sem Bruno Henrique, o Flamengo enfrenta o Athletico-PR nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), pelo jogo de volta entre os clubes pelas quartas de final da Copa do Brasil. Os cariocas, que venceram no Maracanã por 2 a 1, jogam pelo empate.

Retirado de: Globo Esporte

Equipe Gávea News

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