Jogadores do Flamengo e comissão técnica de Sampaoli em treino no Ninho do Urubu (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
Após quase 24 horas, duas reuniões com a diretoria do Flamengo, diversas conversas com pessoas próximas e profissionais da sua comissão técnica, Jorge Sampaoli, enfim, sentiu um mínimo de alívio.
Pressionado após a agressão do preparador físico e seu amigo pessoal Pablo Hernández ao atacante Pedro no vestiário do Independência no último sábado (29), o treinador viu seu cargo em xeque e chegou a duvidar de sua permanência no Rubro-negro.
Em um primeiro momento, Sampaoli, que não presenciou os tapas e soco de Pablo em Pedro no vestiário, demorou a entender a dimensão do caso e fez alguns ao seu redor cogitarem que o técnico deixaria o clube juntamente com seu companheiro de comissão técnica pela lealdade que marca o grupo.
Já neste domingo (30), com mais detalhes da gravidade do caso, o pensamento do argentino virou. Em um papo com o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, logo cedo, não sinalizou que “abandonaria o barco” do time carioca. Também ouviu que o clube queria sua permanência.
Restava ainda um novo papo à noite, agora com as presenças do diretor Bruno Spindel e do presidente rubro-negro, Rodolfo Landim – este de forma virtual. O encontro de quase duas horas de duração aconteceu numa área comum do condomínio onde Sampaoli mora, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
A ideia do primeiro papo do domingo foi mantida. E o treinador argentino teve o “fico” garantido.
O alívio, relatado a pessoas de sua confiança, só foi sentido após Sampaoli alinhar a continuidade de seu trabalho e como se daria o desligamento de seu companheiro, e agora vilão, Pablo Hernández.
Antes decidido a demitir o preparador físico por justa causa diante da agressão a Pedro, o Flamengo topou aceitar o acordo dos estrangeiros de que o profissional entregará uma carta de demissão na manhã desta segunda-feira (31).
Ainda em busca de uma noite de sono tranquila na madrugada de domingo para segunda-feira, Sampaoli busca também a paz para os três dias de trabalho antes do duelo de ida das oitavas de final da CONMEBOL Libertadores, na próxima quinta-feira (3), contra o Olimpia, no Maracanã.
A ideia é reunir o grupo de atletas logo cedo na atividade marcada para as 9h desta segunda-feira (31) no CT Ninho do Urubu. Sampaoli sinalizará que pretende virar a página da confusão que dominou o fim de semana e pedir foco total no duelo sul-americano.
A reação dos atletas, no entanto, ainda é uma incógnita. E o argentino sabe disso. Parte do elenco, especialmente aqueles com menor tempo em campo, era contra a manutenção de qualquer membro da comissão, alegando falta de ambiente das pessoas próximas a Pablo Fernández com o grupo.
Após a vitória de virada do Flamengo sobre o Atlético-MG, Pedro foi agredido pelo preparador físico de Jorge Sampaoli, Pablo Fernández, com um soco no rosto.
Pedro não foi acionado na partida contra o Atlético-MG, e aquecia ao lado de companheiros. Com as entradas de Luiz Araújo e Everton Cebolinha, os outros que não entraram seguiram no aquecimento, e o camisa 9 voltou para o banco. Sampaoli ainda teria mais uma substituição, que foi utilizada com a entrada de Thiago Maia na vaga de Filipe Luís.
Após o jogo, Pablo chegou no vestiário cobrando Pedro rispidamente, alegando ‘falta de respeito’. O atleta retrucou que quem não tem respeito é a comissão técnica de Sampaoli com ele – o jogador vem atuando pouco nos últimos jogos. Depois disso, Fernández deu “tapinhas” no rosco do atacante, que não gostou e tentou tirar a mão do profissional, que respondeu com um soco em Pedro. O camisa 9 não reagiu, com os jogadores imediatamente separando.
Diante de tudo o que aconteceu, Pedro prestou Registro de Ocorrência contra o preparador físico. De acordo com a polícia, Pedro foi examinado por um perito no Instituto Médico Legal André Roquete, tendo constatadas lesões leves no lado direito do rosto e na boca.
Também foi divulgado que foi realizado um Termo Circunstanciado de Ocorrência em relação a Fernández, que, de acordo com apuração da ESPN, se calou durante o depoimento concedido na madrugada, na Central Estadual do Plantão Digital.
O preparador da comissão de Jorge Sampaoli ainda assumiu o compromisso de comparecer a uma audiência perante o Juizado Especial Criminal para as medidas legais cabíveis. Na sequência, ele foi liberado e autorizado a deixar a delegacia.
Retirado de: ESPN
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