Rodrigo Dunshee e Rodolfo Landim (Foto: Agência Foto BR)
Por: Leonardo Antônio
O Flamengo, que nos últimos anos acumulou sucessos no campo esportivo, enfrenta uma temporada sem títulos, mas mantém sua saúde financeira. Encerrará o ano com uma receita total impressionante de R$ 1,3 bilhão, um lucro operacional (EBITDA) de R$ 375 milhões e uma dívida relativamente pequena de cerca de R$ 200 milhões.
O presidente Rodolfo Landim, em uma reunião com o grupo político União Rubro-Negra, detalhou seu ambicioso projeto para o clube: a construção de um estádio próprio. Inspirado no modelo adotado pelo Bayern de Munique na Alemanha, Landim acredita que a implementação de uma SAF (Sociedade Anônima de Futebol) é a maneira ideal de obter os recursos necessários para a construção sem sobrecarregar as finanças do Flamengo.
“O que o Bayern fez para poder ter o estádio dele? Ele fez uma SAF. No primeiro momento, ele tinha 100% da SAF e vendeu três pedaços de 8,3% dela. Continuou com 75,1% e, tendo esse percentual, continuou tendo o controle do que estava embaixo. Montou uma estrutura de governança mais leve”, começou Landim.
“Ele tem nove conselheiros, três são indicados por cada um desses sócios minoritários, e o Bayern tem seis membros. Então ele aponta o diretor e aponta todos os C-Level (espécie de CEO), que são os caras que mandam no clube. Ele que manda e continua tendo o controle. E com uma estrutura de governança mais leve, com conselheiros independentes, dando conforto para quem está botando dinheiro de que o dinheiro dele vai ser bem tratado”, completou.
Ele estima que o estádio custaria ao clube cerca de R$ 2 bilhões, incluindo terreno e construção. Landim enfatiza que a SAF é crucial para evitar o risco de endividamento excessivo e manter a estabilidade financeira do clube. Ele também expressa preocupação com a possibilidade de gestões futuras irresponsáveis comprometerem o legado de prosperidade financeira que o Flamengo alcançou.
O objetivo declarado de Landim é que o Flamengo se torne uma potência dominante no futebol brasileiro por pelo menos mais cinco décadas, assim como o Bayern de Munique na Europa.
“Se a gente botar uma dívida de R$ 1 bilhão no nosso balanço, óbvio que alguém vai olhar que há um risco muito maior de não pagar. Custo de capital vai crescer. Não existe nenhum jogador que o Flamengo não tenha comprado em suaves prestações, como Casas Bahia. O cara olha para o nosso balanço e fala: “Pelo amor de Deus, o Flamengo vai pagar”. Mas se você endivida o clube para fazer estádio, aí não”, disse o presidente, antes de detalhar que a ideia do projeto é tornar o Rubro-Negro soberano por mais 50 anos.
“Porque meu projeto, juro pelo amor que tenho pelos meus filhos, é ter um Flamengo dominante no futebol por 50 anos. Estou trabalhando para estruturar o Flamengo para dominar por 50, não é para dominar por seis anos. É deixar esse legado. É você poder montar uma estrutura aonde o Flamengo continue mandando como o Bayern de Munique continua mandando no futebol, levantando dinheiro no mercado e sem se endividar.”
Landim descarta a ideia de uma parceria com empresas imobiliárias para o estádio, argumentando que isso resultaria em conflitos de interesses e disputas por receitas, citando as tensões recentes entre o Palmeiras e a WTorre, responsável pela administração do Allianz Parque, como exemplo de complicações que poderiam surgir.
“Eu digo, cara, o que aprendi na minha vida coorporativa é o seguinte: a pior coisa que existe é desalinhamento de interesses entre os sócios. Se eu tiver um sócio nesse estádio, ele vai ser um investidor imobiliário. Ele vai querer maximizar a receita dele e do investimento que ele fez.”
“Resumindo: ele vai querer tomar o máximo de dinheiro possível da receita que o Flamengo venha a ter de bilheteria na divisão com ele. Isso vai ser o mínimo de dinheiro possível. Isso vai reduzir a capacidade de dinheiro do Flamengo, que é investir em jogadores para poder continuar ganhando a p* toda. É o que eu acho que o Flamengo precisa ter.”
“Lá no Bayern de Munique, o Allianz resolveu se associar para poder botar o naming rights do estádio. Botou 8,3% do dinheiro que precisavam para construir o estádio deles. É muito melhor do que você buscar um sócio para um negócio imobiliário, que no primeiro dia depois que montou o estádio vai brigar com você. Como a Leila briga com a WTorre lá”, finalizou.
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