Atitude do departamento médico do Flamengo irrita jogadores

Márcio Tannure durante coletiva de imprensa no Ninho do Urubu (Foto: Reprodução/FlaTV)

Ao longo de 2023, Gabigol enfrentou desafios significativos devido a uma lesão persistente. No início do ano, durante o Mundial de Clubes em fevereiro, ele sofreu uma lesão no adutor da coxa direita, mas esta condição só foi comunicada oficialmente pelo clube em novembro. Durante esse período, Gabigol revelou ter jogado praticamente o ano inteiro com dor, o que afetou diretamente seu desempenho e sua posição como titular.

A gestão das lesões no Flamengo, sobretudo no caso de Gabigol, gerou certa insatisfação tanto no jogador quanto em outros membros do elenco, como Rodrigo Caio e David Luiz. Estes atletas também passaram por situações similares, nas quais as lesões foram minimizadas nas comunicações do clube, gerando informações parciais ou truncadas ao público.

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A chegada de Tite como técnico do Flamengo trouxe uma mudança na abordagem de comunicação sobre as condições físicas dos jogadores, priorizando a transparência. O departamento médico do clube, liderado por Márcio Tannure, reconheceu a lesão de Gabigol como uma entesopatia no tendão do adutor, uma condição causada por sobrecarga. Foi planejado um tratamento conservador, incluindo fisioterapia e atividades físicas específicas, com uma intervenção de medicina regenerativa prevista para o final do ano.

Em resumo, a temporada de 2023 foi desafiadora para Gabigol. Ele participou de 56 jogos, marcando 20 gols. A gestão das lesões e a comunicação do Flamengo sobre essas questões foram pontos críticos, afetando não apenas a performance de Gabigol, mas também a percepção da torcida sobre o tratamento de lesões no clube.