O técnico Pedro Caixinha, do Red Bull Bragantino, não escondeu sua insatisfação com os critérios de utilização de estádios em competições nacionais, após a última partida entre Athlético Paranaense e Bragantino, nas oitavas de final da Copa do Brasil. Caixinha questionou a coerência das regras que determinam quais estádios podem ser utilizados, especialmente em fases decisivas dos campeonatos.
“Se o estádio está apto para iniciar uma competição, deveria estar apto para finalizar essa mesma competição. Mas essa é a minha opinião e aquilo que tenho como experiência e conhecimento,” afirmou o treinador.
Caixinha destacou que o futebol está se tornando “cada vez menos democrático,” insinuando que as exigências desproporcionais favorecem apenas os clubes com maiores capacidades de estádio.
O técnico foi além e questionou se a capacidade de público deveria ser um fator determinante na homologação dos estádios.
“Só quem tem estádio com lotação superior à exigida é que pode participar da competição? Será que o estádio do Fortaleza, em termos de gramado, vai ser homologado à eliminatória das oitavas? Só porque tem lotação? Deixo essas questões”, questionou o treinador.
Caixinha também minimizou a importância da discussão sobre a capacidade do estádio do Red Bull Bragantino em sediar partidas decisivas, comparando a presença de público em jogos anteriores.
“Quantas pessoas estavam hoje no estádio? Se calhar seria o mesmo número de pessoas que viriam no jogo contra o Corinthians. Em jogo que é uma decisão. Então por que vamos falar sobre isso? Eu acho que não é um tema”, finalizou.
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