Mário Bittencourt durante coletiva de imprensa no CT Carlos Castilho (Foto: Reprodução/Fluminense)
Mario Bittencourt, Presidente do Fluminense, abriu o jogo sobre a possibilidade do Tricolor Carioca se tornar uma SAF.
As SAFs tem praticamente dominado o Rio de Janeiro. O Vasco vendeu o clube para a 777 partners e, mesmo com os problemas e com a exclusão da empresa, permanece com a intenção de constituir uma nova SAF.
O Botafogo é o maior sucesso de SAF no Rio, o aporte de John Textor coloca a equipe no segundo ano seguido como favorita ao título do Brasileirão e ainda está na semifinal da Libertadores.
O Landim, Presidente do Flamengo, já fez inúmeras reuniões com os objetivos de entender melhor o sistema da SAF para implementar no rubro negro.
E agora, possivelmente seja o destino do Fluminense para as próximas temporadas.
“Já concluímos a fase de análise de números do clube, o banco já está no mercado, em contato com investidores, essa conversa tem seu caráter de sigilo contratual, não vou dizer quais são os investidores, de onde são. Deixando muito claro que o modelo de SAF do Fluminense não é 51% x 49%, 70% x 30%, o modelo do Fluminense é um modelo onde o Fluminense não vende o controle, essa é a ideia. As pessoas ficam especulando, dizendo que eu falei que é 51% x 49%, que é 70% x 30%, eu nunca falei isso, porque há possibilidade que seja um modelo onde o Fluminense tenha 100% e o investimento seja realizado de uma outra forma”, disse.
Bittencourt diz que já tem o caminho definido e quer usar o exemplo da SAF do Bahia, ao qual tem um investidor majoritário mas sem tirar a autonomia da diretoria:
“Para deixar muito claro, no nosso modelo, vamos buscar o saneamento definitivo do clube, para o clube começar do 0. O investidor que vai vir sabe que parte do dinheiro que a gente busca é para, definitivamente, quitar as dívidas do clube, e a outra parte para investir em futebol, e gradativamente, ao longo do tempo, com a dívida acabando, o dinheiro todo investido no futebol, exatamente como faz, que eu considero um modelo de SAF muito inteligente, o do Bahia com o Grupo City, primeiro com o pagamento de dívidas, depois, em longo prazo, o investimento no time de futebol. Está muito claro, vejam que o Bahia montou um bom time, mas não um time gastando mais dinheiro do que fatura, é um crescimento, tem um caminho pela perenidade do Fluminense”.
O Presidente ainda revelou que espera concluir as próximas fases de negociação ainda nos próximos meses:
“Acho que até o final de outubro, meados de novembro, a gente já tenha a conclusão técnica dessa operação e, quem sabe até ainda em 2024, a gente já possa, aí a gente vai ter que levar isso para assembleia geral, não é uma decisão do Mario Bittencourt, do Matheus Montenegro, da diretoria, a torcida tem que votar, os sócios-torcedores, sócios-proprietários e contribuintes, para saber, depois que a gente apresentar o modelo, se querem ou não”.
Fluminense e Cruzeiro se enfrentam pelo Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira, às 21h30, no Maracanã. O confronto é válido pela 29ª rodada da competição. No primeiro turno, o time mineiro venceu o tricolor carioca por 2 a 0. A partida marcará o reencontro do técnico Fernando Diniz com o tricolor das Laranjeiras.
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