Escudos de Palmeiras e Corinthians (Imagem: Editoria de arte/Gávea News/Henrique Machado)
O torcedor que levou uma cabeça de porco para o Dérbi Paulista, na NeoQuímica Arena, prestou depoimento na Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), assinou um termo e foi liberado na sequência. Na saída do local, Osni Fernando Luiz se defendeu e disse que “estão acabando com o futebol”.
O clássico paulista entre Corinthians e Palmeiras, disputado na última segunda-feira (4/11), foi palco de um episódio inusitado. Durante uma cobrança de escanteio, foi atirada ao campo uma cabeça de porco. A parte do animal foi retirada do gramado por Yuri Alberto e a partida prosseguiu normalmente.
No entanto, o árbitro Wilton Pereira Sampaio relatou o ocorrido na súmula, podendo causar punição ao Corinthians. De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o time paulista pode ser penalizado pela ação de torcedores que lançarem objetos no campo.
O torcedor, Osni Fernando Luiz, que levou a cabeça de porco para o estádio, se apresentou à Polícia na última quarta-feira e afirmou não ter atirado o objeto ao campo.
“Eu estava bêbado e arremessei lá por um canto do estádio, no setor Sul. Achei que alguém ia achar e jogar fora. Ou que ia tirar foto. Eu não sei (quem jogou no gramado)”, disse.
Segundo ele, tudo não passou de uma brincadeira em alusão ao animal que foi adotado pelo rival como mascote. Ele se defendeu dizendo que não foi violento e ainda reclamou da mudança do clima em torno do futebol.
“A provocação é sadia, não peguei barra de ferro para agredir ninguém, não dei soco em ninguém. O futebol tem que parar com isso, o futebol raiz tem que viver, nos anos 1990, todo mundo ia para o jogo junto, brincava com o outro. Hoje chegou em uma proporção que estão acabando com o futebol”, complementou.
Segundo o artigo 213 do CBJD, o arremesso de objetos em campo pode resultar em multas que variam de 100 reais a 100 mil reais. Mas o clube pode evitar a penalidade se identificar os responsáveis e os entregar à Polícia. Na última terça-feira (5/11), o Alvinegro enviou imagens à Polícia para ajudar a esclarecer o caso.
A perda de mandos de campo é outra penalidade que pode ser aplicada, com punição de até 10 jogos. No entanto, como o jogo prosseguiu sem maiores incidentes, pode ser que não haja nenhuma sanção.
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