Corinthians

Corinthians encaminha renovação importante para 2025

Há pouco mais de quatro meses, Fred Luz assumiu a posição de CEO do Corinthians, mas a escolha do executivo, que chegou por meio da consultoria Alvarez & Marsal (A&M), enfrenta forte resistência interna. O clima de tensão crescente pode levar a uma ruptura antes do final de novembro, especialmente se o plano de recuperação econômica do clube não for aprovado, segundo informações confirmadas pelo Meu Timão.

O acordo entre o Corinthians e a A&M foi firmado em 1º de julho e tem validade até 31 de dezembro de 2026, acompanhando o mandato do presidente Augusto Melo. A consultoria foi contratada para implementar um plano de reestruturação financeira e administrativa, incluindo:

  • Acompanhamento de metas estratégicas
  • Apresentação de operações financeiras
  • Diagnósticos detalhados de fluxo de caixa e dívidas
  • Suporte ao presidente em ações institucionais e relatórios ao Conselho

Apesar de a A&M atuar como consultora, suas ações são subordinadas às normas e estatuto do clube, cabendo ao Corinthians a decisão final sobre qualquer recomendação.

O Corinthians deve desembolsar pelo menos R$ 9,5 milhões com os serviços da A&M. O contrato inclui:

  • R$ 500 mil por diagnósticos iniciais (divididos em duas parcelas).
  • R$ 300 mil mensais pela consultoria contínua, somando R$ 9 milhões em 30 meses, caso o vínculo permaneça até 2026.

Além disso, metas específicas podem gerar pagamentos variáveis, embora os detalhes sobre essas metas não tenham sido divulgados.

Desde o início da gestão, o cargo de CEO enfrentou oposição no Conselho Deliberativo. Em julho, Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho, criticou a chegada de Fred Luz, argumentando que o modelo proposto contrariava o Estatuto do clube. Isso levou à definição de Luz como sócio-consultor contratado pela A&M, em vez de um cargo estatutário.

Fred também demonstrou insatisfação com o ambiente de trabalho. Caso deixe o clube, o Corinthians tem a opção de rescindir o contrato com a A&M sem custos, mas uma ruptura unilateral implicaria uma multa de R$ 900 mil, além de possíveis pendências financeiras.

A situação financeira do clube segue como um dos principais pontos de atenção. Durante o Dia da Transparência, em setembro, o Timão anunciou uma dívida total de R$ 2,311 bilhões, dividida em:

  • R$ 710 milhões referentes à quitação da Neo Química Arena com a Caixa Econômica.
  • R$ 924 milhões em débitos onerosos.
  • R$ 676 milhões em parcelamentos tributários (com possibilidade de abatimento de R$ 114 milhões após correções).

O papel da A&M, liderado por Fred Luz, é crucial nesse cenário, especialmente para criar estratégias de alívio financeiro e sustentabilidade a longo prazo.

Geovanna Thomaz

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