Brasil

Cafu abre o jogo sobre a Seleção Brasileira

Há um conjunto de fatores capazes de justificar o hiato de 25 anos da Seleção Brasileira sem Copa do Mundo. Para alguns, os problemas estão enraizados e têm relação com identidade. Para outros, com comando. Mas para o pentacampeão Cafu trata-se, antes de mais nada, de uma irrelevância mundial oriunda dos desleixos com a imagem da Amarelinha desde o título conquistado em 2002.

“O primeiro momento é fazer com que o Brasil volte a ser respeitado nas Confederações, na Fifa e mundialmente. O primeiro passo. Acho que esse é o principal de tudo, porque matéria-prima nós temos, jogador nós temos, talento nós temos. O que nós precisamos é dar tranquilidade para esses talentos, para que eles possam desenvolver o que eles sabem fazer, jogar futebol. É trazer o Brasil de volta para o cenário”, avaliou.

Na sequência, Cafu elencou problemas ligados diretamente à CBF: “Depois de tudo que acabou acontecendo, a falta de transparência, anunciar um treinador que nós sabíamos que não viria para a seleção brasileira, a demora de anunciar um treinador depois que o Tite já tinha se desligado…”, e completou:

“Acho que essa falta de informação, essa falta de comunicação e algumas comunicações que acabaram não acontecendo, geraram um desgaste na Confederação [CBF]”, opinou o capitão do penta em entrevista ao “Abre Aspas”, do ge.

Soluções

Cafu entende que são processos e não há uma solução mágica para recuperar a Seleção, seja pelo prestígio ou pelas conquistas. Contudo, a candidatura de Ronaldo Fenômeno à presidência da CBF pode ser, pelo menos em sua visão, um caminho para chegarmos a destinos melhores.

“É um candidato, não sabemos se o Ronaldo vai ganhar ou não. Mas só o fato dele se candidatar já demonstra que alguma coisa eles querem mudar. E nós esperamos que mude alguma coisa, porque sempre que você muda a diretoria, sempre que você muda o treinador, sempre que você muda o jogador, você tem aquela perspectiva de que algo vai mudar. Para melhor, a gente espera”, e prosseguiu:

“Mas toda mudança requer um pouco de tempo, um pouco de paciência. O Ronaldo é um cara visionário, é um cara inteligente. Ele já vem aí de uma experiência, de uma SAF que ele montou no Cruzeiro que acabou dando certo. A SAF deu certo. A partir daí, as SAF’s começaram a se aperfeiçoar mais no futebol brasileiro”, analisou.

Ana Teixeira

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