Abel Ferreira em Jogo pelo Palmeiras - Foto Reprodução
Neste sábado (25), o Palmeiras enfrentou o Novorizontino na Arena Barueri, e perdeu o jogo de virada por 2 a 1. Ao final do confronto, torcedores demonstraram insatisfação geral com o trabalho, e vaias tomaram conta do estádio.
Um dos principais alvos de críticas após a derrota alviverde foi Anderson Barros, diretor de futebol do clube. O assunto, no entanto, não passou batido pelo técnico Abel Ferreira, que fez questão de defender o dirigente.
Em coletiva após o jogo, Abel relembrou os títulos conquistados por Anderson Barros e, ao mesmo tempo, repudiou a atitude dos palmeirenses, que vaiaram a equipe. O argumento do treinador, obviamente, passou pelas últimas temporadas de sucesso do Palmeiras, que ao lado do Flamengo, foi protagonista do futebol brasileiro.
“Cada vez que fazem isso (vaiam), assobiam nosso emblema. Estamos a falar diretamente do Barros, 11 títulos. Quase 400 milhões de euros em vendas, o Palmeiras estava quando eu cheguei, em dívidas, uma lástima. Não podíamos comprar jogadores. Não dava para pagar a toda gente. Presidente, jogadores, treinador, e o Barros, todos juntos, somos das equipes mais prestigiadas internacionalmente e nacionalmente. Por isso é tão difícil negociar com o Palmeiras”, pontuou.
Vale ressaltar que este início de 2025 parece um replay do fim de 2024, onde Anderson Barros também foi bastante criticado, principalmente porque, após cinco anos, o Palmeiras encerrou a temporada sem títulos relevantes.
Em dezembro, Leila Pereira, presidente do Palmeiras, teve uma importante reunião com Barros, e se mostrou insatisfeita com a exibição da equipe nas partidas.
Mais especificamente no dia 8 de dezembro, depois da derrota do Alviverde para o Fluminense, Leila subiu o tom com o dirigente, visto que o Palmeiras foi derrotado e teve uma atuação apática diante uma equipe que lutava contra o rebaixamento.
O ‘comportamento da equipe’ foi discutido em reunião, e para 2025, o Palmeiras adotou uma estratégia diferente. O primeiro passo foi a postura agressiva no mercado, na contramão do estilo adotado em 2024.
Além de defender Barros, Abel Ferreira pediu ‘pés no chão’ e confiança no trabalho.
“Temos de ter pés na terra, estarmos juntos em todos os momentos. Não éramos os melhores há uma semana, nem somos os piores agora. Temos de seguir o trabalho”, disse.
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