Alcaraz pelo Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/CRF)
Neste domingo (2), o Flamengo venceu o Botafogo por 3 a 1, em jogo válido pela decisão da Supercopa Rei do Brasil, e se sagrou campeão. Ao final do confronto, o técnico Filipe Luís concedeu entrevista coletiva e, entre os assuntos abordados, tratou sobre a saída repentina de Alcaraz, emprestado ao Everton, da Inglaterra.
“Sobre o Alcaraz, chegaram muitas coisas até mim, mas já coloco outros jogadores que acabaram saindo, como o Fabrício, o David, Carlinhos, todos eles. Até o Lorran, que sou muito questionado. Pra começar, vou falar como eu trabalho. Eu fixo nos pequenos detalhes. Tudo que o jogador me apresenta no dia dele quando está trabalhando comigo. Se ele chega no horário, se ele se esforça no aquecimento, se é lider, se é líder silencioso, se brinca no treino, se leva a sério, se presta atenção no vídeo, se vê a parte defensiva e ofensiva, com quem se dá bem, com quem não, como são as relações. Eu olho tudo, de todos eles”.
“Eu falo isso porque, quando eu falei com o Boto, e a minha relação com ele é espetacular e ele entende perfeitamente o que eu sinto como treinador, porque ele já foi, e temos sintonia muito grande. Quando nos conhecemos, falamos de todos os jogadores, todos. E eu falei quais estavam bem, quais não tão bem, e expus a ele minha preocupção em relação ao Alcaraz, que foi um investimento muito grande. É meu dever como treinador tirar o maior rendimento dele, do Lorran, do Arrascaeta, todos. Podemos falar do Alcaraz do mesmo jeito que falo com o Plata. Quando cheguei, os dois estavam no banco, e toda vez que o Plata jogava – idependente da posição -, ele potencializava o time, melhorava o time. O Alcaraz, não estava tão bem. Eu falava com ele, ele falava que não estava bem, que era coisa dele. O Plata melhorava o jogo, e ele arrombou a porta do treinador e falou: eu vou jogar aqui. E o jogador tem que fazer modelo de jogo pra ele. Quando o Pedro voltar, o time vai se adaptar ao melhor 9 do Brasil”.
“Mas o que eu quero dizer com tudo isso, eu olho o momento, e se o jogador não fala no campo… Não dou nada de graça pra ninguém, jamais. Tem que mostrar que está no nível pra jogar. Como falou (o campo) o Michael, que estava no banco. Como mostrou o Evertton Araújo, que era o quarto volante, e ele mostrou no campo. Eu achei que ele não se adaptasse, hoje ele é fundamental. A filosofia não muda, time dominante, que quer dominar”.
“Alcaraz me chamou pra conversar quinta, antes do jogo, de manhã e falou: ‘Filipe eu quero conversar. Eu tenho uma oferta do Everton e queria saber sua opinião. Você conta comigo ou não?’ Eu fui sincero, falei que ele estava atrás de quem estava na posição, que ele estava atrás hoje de todos eles, e que era questão dele querer lutar. Ele falou que aceitava e iria brigar pelo lugar dele. Falei o que precisava, ele demonstrou, jogou bem, fez o gol, e ele decidiu sair. Eu fico triste, porque eu sinto que é um fracasso meu o Alcaraz não ter dado certo. Mas, pelo investimento feito, era uma preocupação que eu tinha. Eu estava preocupado porque foi um investimento muito alto e eu não estava tirando o melhor do jogador. Foi uma conversa franca, ele decidiu partir. Eu mandei mensagem pra ele, ele respondeu, e eu adoro ele. Ele sempre teve minutos por que? Porque ele é do jogador que não desiste, quer aprender, que tenta, que luta e se esforça. Eu insisti nele até o final. Nem todo mundo vai dar certo, futebol é assim, são ciclos. Espero que ele seja muito feliz porque adoro esse moleque, e me sinto em dívida porque não tirei o melhor”, explicou.
Na última sexta-feira (31), o Flamengo anunciou a saída de Alcaraz. O meio-campista foi emprestado ao Everton, com opção de compra ao fim do vínculo.
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