Escudo do Corinthians na Néo Química Arena (Foto Reprodução/Instagram)
O Corinthians viu sua tentativa de reverter o bloqueio de R$ 9.774.384,91 ser frustrada pela Justiça. O empresário André Cury, que solicitou o bloqueio, teve sua vitória mantida, e o time paulista não conseguiu liberar o montante, o que pode acarretar sérias consequências financeiras para o clube.
Em uma decisão recente, o juiz Luis Fernando Nardelli negou o pedido do Corinthians para desbloquear a quantia que estava sendo disputada judicialmente. O valor foi transferido para a conta do Juízo, e, segundo o magistrado, já não pertence mais ao clube. “Indefiro [o pedido do Corinthians], uma vez que o valor bloqueado nesta execução já foi transferido para a conta do Juízo e já não pertence à esfera patrimonial do executado“, afirmou o despacho. Dessa maneira, o clube paulista perde uma importante oportunidade de reverter uma parte de sua situação financeira, que já vinha enfrentando dificuldades.
Além disso, em um outro processo, André Cury pediu à Justiça a decretação de uma intervenção judicial no Corinthians, além da investigação dos dirigentes do clube por supostos atos fraudulentos e pela “situação de insolvência”. Cury alega que, apesar da liminar que permitiu ao Corinthians acessar o dinheiro bloqueado na conta da Caixa, o clube tem apresentado um quadro de insolvência que requer uma intervenção mais drástica.
A defesa de Cury, por sua vez, sustenta que o Corinthians não tem cumprido o Regime de Centralização de Execuções (RCE) com a Caixa e que, ao ceder todas as suas receitas, o clube teria criado mecanismos para fraudar as execuções judiciais.
“O Corinthians, ao ceder todas as suas receitas, passadas e futuras, e ao instituir mecanismos para fraudar as execuções judiciais, demonstra claramente um comportamento de má-fé“, aponta a defesa do empresário. Isso porque, segundo ele, o clube estaria tentando evitar o cumprimento de suas obrigações com os credores.
Sendo assim, com a decisão negativa sobre o recurso, o Corinthians se vê em uma situação mais delicada. Isso porque, além do bloqueio mantido, a pressão de Cury e os possíveis desdobramentos jurídicos podem levar o clube a enfrentar novos desafios financeiros e administrativos. O futuro do clube pode depender de como a gestão lidará com as alegações de fraude e insolvência apresentadas pelo empresário.
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