Zinho ex-jogador e comentarista esportivo - Foto: Divulgação
Após a derrota do Palmeiras para o Corinthians por 1 a 0, no último domingo, na final do Campeonato Paulista, uma declaração de Abel Ferreira gerou desconforto, principalmente para Zinho.
O ex-jogador e comentarista do Campeonato Carioca não gostou nada das críticas do treinador português aos jogadores Raphael Veiga e Estêvão, e, de forma contundente, questionou a postura de Abel em relação aos erros cometidos no clássico.
Abel Ferreira não poupou palavras após a partida e se mostrou irritado com as falhas individuais de alguns de seus jogadores.
O técnico culpou Estêvão, jovem de 17 anos, por uma jogada na intermediária onde o atleta optou por uma ação individual em vez de passar para um companheiro melhor posicionado. Com isso, o Corinthians aproveitou o contra-ataque e, posteriormente, abriu o placar com o gol de Yuri Alberto.
Em relação a Raphael Veiga, Abel também não escondeu a insatisfação, alegando que o meio-campista não foi criativo e não correspondeu às expectativas.
“Futebol é eficiência”, afirmou o comandante, destacando a importância de aproveitar as oportunidades criadas, algo que, segundo ele, não ocorreu durante o jogo.
Em resposta às críticas de Abel, Zinho não hesitou em expressar sua opinião. “Sou muita fã do Abel, mas eu discordo totalmente do que ele falou aí”, afirmou o ex-jogador.
Para Zinho, a responsabilização exclusiva de Estêvão e Veiga não era justa. “A culpa é do Estêvão que perdeu a bola?”, questionou o comentarista, apontando que outros jogadores também tiveram a chance de impedir o gol do adversário.
Além disso, Zinho fez uma análise mais detalhada sobre a atuação de Raphael Veiga, destacando que, embora o jogador não tenha sido perfeito, ele ainda tem mostrado qualidade.
“Ele errou, poderia ter passado a bola, mas quantas jogadas ele tentou individualmente e que criou situações de gol?”, argumentou Zinho.
Abel Ferreira, por sua vez, reconheceu a forte marcação do Corinthians e o controle do meio-campo, mas, para ele, faltou a eficiência dos jogadores nas oportunidades criadas.
Palmeiras finalizou 19 vezes durante a partida, mas com apenas nove delas no alvo. O técnico não deixou de reforçar a necessidade de um melhor desempenho de seus atletas, especialmente nos jogos decisivos, como o ocorrido no domingo.
Desse jeito, a pressão sobre Abel e seus comandados aumenta, e será interessante observar como o técnico lidará com as críticas internas e externas na grande final do Paulistão.
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