Jorge Jesus em entrevista coletiva no Ninho do Urubu (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Já parou para imaginar como seria o Flamengo de 2019 com Ricardo Quaresma no ataque? Jorge Jesus sim. O ex-técnico do Rubro-Negro chegou a conversar com o português sobre uma possível transferência ao Rio de Janeiro à época, com aval do ex-jogador, mas as tratativas não avançaram.
“Eu e JJ (Jorge Jesus) trocamos algumas ideias, mas não passou disso. Àquela altura eu estava no Beşiktaş, e não passou disso. Eu queria muito, o Jorge Jesus também queria, mas não conseguimos realizar isso”, revelou Quaresma durante abertura da Liga Nacional de Showbol na última terça-feira (18), no Rio de Janeiro.
Quaresma acabou deixando o Besiktas pelo Kasimpasa, ambos da Turquia, em agosto daquele mesmo ano – meses após a conversa com Jorge Jesus. Esses foram os dois últimos clubes do atacante antes de regressar a Portugal para aposentar as chuteiras, em 2022.
Ricardo Quaresma subiu ao profissional do Sporting em julho de 2001, após passar por todas categorias de base do clube desde a formação. Em 2003, deixou Portugal para aventurar-se na Espanha, pelo Barcelona.
A passagem pelo clube espanhol durou apenas um ano, e Quaresma retornou a Portugal em julho de 2004 para defender o Porto – rival de seu clube de revelação. Quatro anos depois, em agosto de 2008, assinou com a Inter de Milão por um contrato de 24,6 milhões de euros à época. O atacante ainda defendeu o Chelsea, da Inglaterra, antes de seguir carreira no Besiktas.
Tido segundo maior – se não o maior – técnico da história rubro-negra, a passagem de Jorge Jesus pelo clube foi curta, porém eterna. O português deixou o Flamengo pela porta da frente – com mais títulos do que derrotas – e com a missão cumprida de ter tirado o time da fila de 38 anos de espera pela Libertadores da América, além da conquista do Campeonato Brasileiro com pontuação recorde na era dos pontos corridos.
Jesus estreou pelo Mais Querido no dia 10 de julho de 2019 no empate em 1 a 1 com o Athletico, na Arena da Baixada à época, e despediu-se um ano depois, no título estadual sobre o Fluminense, no dia 15 de julho de 2020. Foram 57 partidas à frente da comissão técnica do Flamengo, com 43 vitórias, 10 empates e quatro derrotas, além de 129 gols marcados e 47 sofridos.
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