Camisa do Atlético-MG (Foto: Reprodução/Instagram)
Em um marco histórico para o Atlético Mineiro, o clube mineiro anunciou a nova gravação do seu Hino Oficial, que será de sua total propriedade. Esse é um passo significativo para a instituição, que agora detém os direitos fonográficos da obra, algo inédito em sua história de 117 anos.
O Hino do Atlético Mineiro, escrito por Vicente Motta, foi gravado em diversas versões ao longo das décadas, mas nunca pertencendo ao clube. Dessa forma, os royalties sempre iam para terceiros, o que motivou a iniciativa do produtor musical e atleticano Fernando Furtado. Ele, junto com o coletivo “Canto da Massa”, reuniu 25 torcedores para gravar a nova versão em um estúdio profissional, representando os 9 milhões de atleticanos.
“Nos dias de hoje, em que grandes marcas possuem controle total de sua identidade, o Atlético passa a ser dono de sua própria gravação do hino”, afirmou Fernando Furtado, destacando a importância de o clube assumir a autoria da música.
Além disso, a nova gravação do hino vem com uma importante melhoria na qualidade sonora. O trabalho foi realizado em estúdios de São Paulo e Belo Horizonte, sob a direção do renomado produtor Dudu Marote, responsável por músicas de artistas como Emicida, Iza e Skank. A masterização foi feita em Los Angeles pelo engenheiro brasileiro Fili Filizzola.
A versão do Hino foi mantida fiel à original, mas agora há três variações: Instrumental, Orquestra e Estádio. Cada uma delas com um toque único, mas sempre com a essência do Galo.
“A versão estádio é mais crua e se aproxima do calor das arquibancadas. A versão Orquestra recebe um tratamento sinfônico, especialmente para comemorar os 117 anos do Galo”, explicou Furtado. As faixas também terão seus royalties destinados ao Instituto Galo, que investe em ações sociais.
Com isso, a nova versão do hino também trouxe emoção para a família de Vicente Motta. Na última semana, Vânia e Carlos Motta, filha e neto do compositor, foram convidados para ouvir as novas versões do hino na Arena MRV.
“Para nós, é uma satisfação que o Atlético seja o proprietário da nova versão”, disse Carlos Motta, destacando o orgulho de ver o clube assumindo a autoria de sua música.
O legado de Vicente Motta é eternizado, e agora o Atlético Mineiro pode cantar com mais força e propriedade seu hino, não apenas nas arquibancadas, mas também no controle de sua identidade fonográfica. O hino é, finalmente, do Galo.
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