Atlético-MG

Atlético-MG está próximo de receber caminhão de dinheiro

Apesar da expectativa gerada em torno da captação de R$ 100 milhões por meio do FIGA (Fundo de Investimentos do Galo), a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG ainda não recebeu o valor integral prometido. O fundo foi criado com a proposta de permitir que torcedores pudessem investir diretamente no clube, no entanto, até o momento, arrecadou pouco mais de R$ 6,1 milhões, o que representa menos de 10% do total pretendido.

A iniciativa, lançada em julho de 2023, foi impulsionada pelo BTG Pactual e recebeu um teaser intitulado “Projeto King” para atrair investidores. A ideia era de que cada cota custasse R$ 1 milhão, com participações minoritárias. Contudo, a baixa adesão obrigou Rubens Menin, controlador majoritário da SAF, a se comprometer a cobrir integralmente o montante que o FIGA não conseguisse captar.

“Na verdade, eu que vou fazer o investimento para poder fechar esse valor e completar aquilo que vai ser feito no Atlético”, afirmou o empresário em junho do ano passado. Apesar da promessa, o aporte ainda não foi efetuado.

Arena MRV, estádio do Atlético-MG (Foto: Reprodução/Atlético)

O clube segue pressionado por sua situação financeira. Conforme o CEO Bruno Muzzi, o endividamento do Atlético gira em torno de R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 900 milhões classificados como onerosos, isto é, com juros altos e vencimento em curto prazo. “Precisamos resolver isso para tornarmos de fato um clube saudável e sustentável”, declarou Muzzi durante entrevista recente.

Anteriormente, o único aporte significativo após a transformação do clube em SAF veio do empresário Daniel Vorcaro, que investiu R$ 200 milhões em 2024, divididos em quatro parcelas. Esse recurso foi direcionado ao abatimento de dívidas e, como consequência, Vorcaro tornou-se o segundo maior investidor do Atlético, atrás apenas da família Menin.

Assim sendo, a busca por novos investimentos se intensifica. O clube reconhece que, sem novas entradas de capital, será extremamente difícil equilibrar as finanças apenas com a geração de receita operacional e vendas de atletas. Afinal, a estrutura de capital atual ainda é considerada inadequada para o modelo de SAF proposto.

Ana Teixeira

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