Escudo do Botafogo (Foto: Reprodução)
Contratado com status de promessa e investimento alto, Matheus Martins ainda não conseguiu justificar em campo os R$ 60 milhões pagos pelo Botafogo para tirá-lo da Udinese. O atacante, revelado pelas categorias de base do Fluminense, chegou ao clube carioca no segundo semestre do ano passado, mas encontra dificuldades para se firmar na equipe titular, mesmo após mudanças significativas no setor ofensivo.
A princípio, a expectativa era de que Matheus assumisse papel de protagonismo com as saídas de Luiz Henrique e Thiago Almada. Contudo, isso não se concretizou. O desempenho irregular e a sequência de atuações discretas fizeram com que o jogador passasse a ter o status revisto internamente. Assim sendo, o nome do reforço alvinegro passou a ser citado como possível moeda de troca.
Nos bastidores, uma negociação envolvendo Cauly, do Bahia, chegou a ser ventilada. O meia é um dos atletas de confiança de Renato Paiva, atual treinador do Botafogo, que o dirigiu anteriormente no clube baiano. As conversas incluíram, inclusive, a possibilidade de Matheus ser envolvido nas tratativas, a fim de viabilizar a chegada de um novo reforço para o meio-campo alvinegro.
Entretanto, o cenário esbarrou na resistência do Grupo City, que controla o Bahia. A equipe comandada por Rogério Ceni trata Cauly como peça essencial no planejamento, e ele foi titular na estreia do time na Conmebol Libertadores. O Botafogo, que busca alternativas para reforçar a criação de jogadas, continua no mercado em busca de opções viáveis.
Aliás, Matheus teve um início animador com a camisa alvinegra, ao marcar dois gols em clássico contra o Flamengo logo nas primeiras aparições. Porém, atualmente, já soma 10 partidas sem qualquer participação direta em gols, o que reforça o clima de indefinição sobre seu futuro imediato no clube.
Mesmo que o jogador não viva seu melhor momento, a diretoria ainda demonstra confiança em uma possível retomada de rendimento. Conforme apuração interna, o clube segue apostando na valorização do ativo e não descarta uma venda futura, que possa, eventualmente, gerar retorno financeiro condizente com o investimento feito.
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