Futebol Internacional

Atitude de Ronaldo Fenômeno ganha repercussão negativa na Europa

A crise que abala o Real Valladolid é profunda e afeta todos os setores do clube. Com apenas 16 pontos conquistados, o time ocupa a última colocação da Primeira Divisão e exibe os piores números desde sua fundação, em 1928. Esse cenário caótico é fruto de uma sequência de erros na gestão esportiva e administrativa, marcados por decisões precipitadas, vendas mal conduzidas e um elenco montado com escolhas pouco estratégicas.

A tensão interna ficou evidente após uma briga entre os jogadores Luis Pérez e Juanmi Latasa no banco de reservas, em episódio que teve até tentativa de agressão. “Não há resultado esportivo que justifique a perda do respeito”, declarou um dos envolvidos. Esse descontrole escancarou o desgaste emocional e a fragilidade da hierarquia dentro do vestiário, além de ter provocado reações duras da diretoria, que abriu processos disciplinares contra os atletas.

O afastamento de Ronaldo Nazario da rotina do clube também é apontado como fator relevante no agravamento da crise. Enquanto buscava assumir a presidência da Confederação Brasileira de Futebol, o ex-atacante deixou de lado o Valladolid. Sua candidatura frustrada marcou o fim de qualquer expectativa de venda do clube, ao menos no curto prazo. A condução do projeto esportivo, antes promissor, transformou-se em um fracasso retumbante.

As tentativas de reorganização com Paulo Pezzolano, Diego Cocca e Álvaro Rubio falharam igualmente. A venda de Boyomo por um valor baixo e a perda do promissor Juma, além da inoperância de Bruno Mazziotti e Domingo Catoira, apenas aumentaram os danos. O planejamento deficiente da diretoria expôs o clube a problemas financeiros e contratuais sérios, como o caso de Kenedy, que pouco jogou mas tem vínculo milionário até 2028.

Nos bastidores, o desmonte da estrutura diretiva ganhou força. Figuras como David Espinar e Matthieu Fenaert deixaram o clube, enquanto os projetos paralelos, como o time de basquete e o futebol feminino, sofreram cortes e retrações. A falta de reforços administrativos compromete a governança institucional da equipe.

Por fim, os torcedores continuam comparecendo ao Estádio José Zorrilla, mas o descontentamento é crescente. As manifestações contra Ronaldo, com faixas e gritos de “Ronaldo Go Home”, têm se tornado rotina. Embora existam rumores de propostas de compra por ex-jogadores e investidores internacionais, nada se concretizou. A cidade de Valladolid, então, observa com apreensão a derrocada de seu principal símbolo esportivo.

Paula Silva

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