Santos

CEO do Santos abre o jogo sobre Jorge Sampaoli

Durante coletiva realizada nesta terça-feira (15), o CEO do Santos, Pedro Martins, adotou um tom firme ao abordar dois temas centrais no atual momento do clube: a saída do técnico Pedro Caixinha e as especulações envolvendo o possível retorno de Jorge Sampaoli. O dirigente foi categórico ao descartar qualquer avanço nas tratativas com o treinador argentino e destacou que há barreiras profundas a serem enfrentadas antes de qualquer acerto.

Martins afirmou que, apesar de reuniões com Sampaoli, não há nenhuma negociação avançada em curso, e que o entrave principal não é técnico ou financeiro, mas sim cultural.

“O Santos não tem negociação avançada com ninguém e as travas são culturais. É o ‘assim sempre foi assim’. Esse foi sempre o embate. Mas, se o Santos quiser ser competitivo perante os outros clubes, vendo os outros times, olhando os investimentos, a gente precisa mudar a cultura”, declarou.

Ao comentar o perfil do futuro comandante, o CEO fez questão de frisar que o clube busca alguém alinhado ao processo coletivo de reestruturação, e não uma figura isolada. “Treinador é parte do projeto. Um clube é muito maior do que apenas a figura do treinador. Se o Santos tem interesse no futuro, o Santos tem que pensar que essa figura vem para participar de um processo coletivo de reestruturação”.

E completou: “parte disso é verificar se ele compreende o estágio atual do Santos e ver se ele tira o máximo dessa equipe mesmo com todas as dificuldades que estamos identificando”, completou.

Demissão de Caixinha: um fracasso

O desligamento de Pedro Caixinha foi outro ponto abordado com ênfase. Para Pedro Martins, a saída precoce do treinador português representa um revés institucional. “Por isso eu falo que é um fracasso para todos do Santos. Precisamos entender que essa demissão tem a participação de muita gente que está dentro do clube e não foi demitida”, afirmou.

Segundo o dirigente, a decisão foi tomada de forma conjunta, após uma análise cuidadosa dos resultados e do ambiente no CT Rei Pelé. Ainda assim, Martins expressou insatisfação com a repetição de um padrão nocivo: a troca constante de treinadores.

“O clube não pode normalizar processo de saída do treinador. Se a gente achar que é normal toda hora que tiver três insucessos, tiver que trocar treinador, tem algo muito errado no clube”, disparou.

Além disso, ele fez um apelo direto ao elenco, solicitando mais responsabilidade e entrega dentro de campo. “Esses jogadores precisam assumir responsabilidade. Precisamos jogar melhor como equipe, hoje somos um conjunto de indivíduos”, criticou, ao mesmo tempo em que reforçou a confiança na capacidade técnica do plantel: “Esse elenco do Santos, apesar de todo o processo, é competitivo. Tem toda a competência de fazer uma grande temporada.”

Processo seletivo cauteloso e projeção de futuro

Enquanto César Sampaio comanda interinamente a equipe, a diretoria santista busca um nome que vá além do imediatismo dos resultados. “O exercício de humildade é que estamos voltando da Série B. Estamos há pouquíssimo tempo na Série A, que está mudando mais rápido do que vocês imaginam. Estamos querendo montar equipes competidoras para os próximos anos, não apenas para este ano”, ponderou o CEO.

A declaração evidencia que, antes de fechar com qualquer treinador, o clube pretende estabelecer critérios que ultrapassem o currículo ou a popularidade. A ênfase está na integração ao projeto institucional, voltado à reconstrução de uma identidade competitiva e sustentável.

A fala de Pedro Martins, portanto, reflete um momento de introspecção profunda no Santos, marcado por rupturas, reformulações e pela busca por um novo modelo de gestão técnica e administrativa. A estratégia adotada pela diretoria passa não apenas pela escolha de um novo comandante, mas também pela transformação estrutural de um clube que busca se reencontrar após sua passagem pela Série B.

Ana Teixeira

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