Botafogo

A declaração de Felipe Neto direcionada a Renato Paiva após derrota do Botafogo

A crise que se instala no Botafogo vem ganhando novos contornos, sobretudo após a derrota para o Atlético-MG por 1 a 0, no Mineirão, no domingo (20). O revés, que confirmou o terceiro jogo consecutivo sem vitória no Campeonato Brasileiro, alimentou um duro posicionamento de Felipe Neto — tido como um influente interlocutor do proprietário John Textor. O empresário teceu críticas públicas ao técnico Renato Paiva e à gestão esportiva do clube.

Felipe Neto utilizou suas redes sociais para desabafar sobre o atual momento do Botafogo, que soma apenas cinco pontos após cinco rodadas e ocupa a 14ª posição na tabela. Segundo ele, “Renato Paiva entende demais da teoria do futebol. Na prática, é pior que se colocássemos um torcedor de Twitter por semana pra treinar o time”.

Em sua visão, a defesa tem apresentado erros “de posicionamento de nível amador”, enquanto o meio de campo é constantemente dominado e o time carece de qualquer padrão de transição.

As críticas não se limitaram ao comando técnico. Felipe também apontou equívocos nas contratações recentes. “Trocou-se o padrão de jogadores fortes por jogadores franzinos. Os que vieram para ser reservas viraram titulares por falta de atletas de melhor nível”, afirmou.

Ele destacou ainda que o departamento de scout, um dos pilares do clube em 2024, teve seu método reformulado para 2025, o que teria gerado um elenco “desnivelado, fraco e com cobertor curto”.

Para o influenciador, Renato Paiva é o “maior erro do ano, sem dúvida nenhuma”. E alertou: “Se o Textor não agir com urgência e pulso firme imediatamente, não há qualquer esperança para a temporada”. A avaliação de Felipe Neto escancarou o descontentamento crescente da torcida, que já vinha se manifestando com vaias nas arquibancadas.

Publicação de Felipe Neto

“Renato Paiva entende demais da teoria do futebol. Na prática, é pior que se colocássemos um torcedor de Twitter por semana pra treinar o time. A defesa é bisonha, erros de posicionamento de nível amador todo jogo. O time não tem transição, é dominado no meio em todos os jogos. A culpa não é só dele.

As contratações foram feitas de forma errada. Trocou-se o padrão de jogadores fortes por jogadores franzinos. Os que vieram para ser reservas viraram titulares por falta de atletas de melhor nível. O scout do Botafogo, que foi a grande arma de 2024, mudou inteiramente o método para 2025, deixando o elenco desnivelado, fraco e com cobertor curto.

Somado a isso, Paiva é o maior erro do ano, sem dúvida nenhuma. Se o Textor não agir com urgência e pulso firme imediatamente, não há qualquer esperança para a temporada. O que o Botafogo pratica hoje não é futebol profissional”.

Atuação em campo não ajuda

A atuação contra o Atlético-MG serviu apenas para reforçar os pontos levantados por Felipe. O Botafogo até começou com mais posse de bola e tentou propor o jogo, mas criou poucas chances reais. Na defesa, mesmo com uma zaga reserva formada pelos jovens Jair e David Ricardo — substituindo Barboza, fora por dores musculares —, o time até se portou bem no primeiro tempo, mas voltou a falhar na marcação em bola parada, permitindo o gol de Cuello.

O técnico Renato Paiva tentou explicar o desempenho da equipe. “As melhores jogadas, as mais perigosas, no último passe, na última decisão, não conseguimos dar continuidade”, declarou. Entretanto, suas alterações durante o jogo foram vistas como previsíveis e pouco efetivas.

Após a expulsão de David Ricardo, aos 15 minutos do segundo tempo, o treinador promoveu substituições que não surtiram efeito — inclusive improvisando Danilo Barbosa na zaga e deixando nomes do ataque sem sequer entrarem em campo.

Alex Telles, que entrou na segunda etapa, reconheceu o momento complicado. “Não fugimos da responsabilidade. O momento não é bom, sabemos disso. Não é momento de desunir”, afirmou o lateral. Paiva, por sua vez, sustentou que o grupo já superou momentos difíceis anteriormente e que confia na reversão com trabalho.

Próximos desafios exigem resposta

Enquanto as críticas aumentam, o Botafogo precisa apresentar reação imediata. O clube encara o Estudiantes, fora de casa, na próxima quarta-feira (23), pela fase de grupos da Libertadores. Em seguida, volta ao Brasileirão com o clássico diante do Fluminense, no sábado (26), em busca de reabilitação e, principalmente, de uma atuação convincente que alivie a pressão sobre elenco e comissão técnica.

Ana Teixeira

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