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PVC exige mudanças na CBF envolvendo a Seleção Brasileira

Enquanto a bola rola timidamente nos gramados brasileiros, o verdadeiro espetáculo acontece nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol. A coluna publicada por Paulo Vinicius Coelho nesta quarta-feira (07), intitulada com ironia “Nossa emoção de Champions League garantida não em campo, mas no tribunal”, crava uma crítica mordaz à atual gestão da entidade e, por conseguinte, ao presidente Ednaldo Rodrigues.

Com humor ácido, PVC transforma o colapso político e jurídico da cúpula do futebol nacional em uma tragicomédia que, segundo ele, faria inveja até ao mais dramático roteiro de semifinais europeias.

A crônica não economiza nas comparações e dispara: “Se não temos tanta emoção por aqui, em campo, o nosso Judiciário é capaz de promover situações surpreendentes assim. Inveja de quê?”. A ironia de PVC escancara a inversão de prioridades no país, onde a bola parece cada vez mais fora do campo e enredada em liminares, acordos secretos e investigações criminais.

Aliás, o pano de fundo para o sarcasmo do colunista é a crise institucional da CBF, agravada por um escândalo que envolve a suposta falsificação da assinatura do ex-presidente Coronel Nunes. O nome do ex-dirigente consta no acordo judicial que validou a reeleição de Ednaldo, mas um laudo médico revelou que Nunes já apresentava deterioração cognitiva grave desde 2023, fato que o tornaria incapaz de assinar documentos de tal relevância.

O diagnóstico, emitido pelo neurologista Jorge Roberto Pagura, atesta que Nunes sofre de ataxia e precisa de auxílio para realizar tarefas simples, o que reforça os indícios de fraude. A veracidade da assinatura é crucial, pois o documento foi usado para validar politicamente a continuidade de Ednaldo à frente da entidade.

O laudo, somado a transferências mensais de R$ 100 mil feitas pela CBF a contas ligadas ao ex-presidente entre 2022 e 2024, acentuou as suspeitas sobre o verdadeiro papel de Nunes no processo eleitoral da confederação.

Enquanto isso, nos tribunais, um acordo que já havia sido derrubado foi misteriosamente reinstaurado por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Para PVC, trata-se de uma partida sem VAR e sem impedimentos, mas com juízes reais.

Ele ironiza o fato de o Brasil ter sido eliminado em campo, mas ter sua classificação à Copa ameaçada por motivos administrativos: “Não é exatamente um jogo de Champions League, mas havemos de concordar que nosso futebol é capaz de incríveis surpresas, também”.

A sustentação política de Ednaldo, que já era frágil, sofreu novo abalo com o rompimento de relações com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. O desgaste teria se intensificado após o não cumprimento de acordos de bastidores firmados antes da eleição de 2024, quando o atual presidente teria prometido cargos a nomes indicados por Mendes e Barroso, compromisso que não foi plenamente honrado.

PVC ainda cita, com sarcasmo calculado, o envolvimento do IDP — instituto do qual o próprio Gilmar é sócio — na CBF Academy, entidade que promove cursos ligados à confederação. A parceria gerou incômodo tanto na corte quanto fora dela.

“O filho de um ministro coordena um instituto que tem sociedade com a CBF Academy”, escreveu o colunista, pontuando a promiscuidade entre as esferas jurídica e esportiva com clareza crítica.

Nesse emaranhado de interesses cruzados, promessas não cumpridas e possível crime de falsidade documental, a gestão de Ednaldo se vê acuada. A possível anulação do acordo judicial que o manteve no cargo ameaça não apenas seu mandato, mas também a estabilidade política da entidade máxima do futebol brasileiro.

Por enquanto, a CBF silencia diante dos novos desdobramentos. Já o STF, embora também não tenha se manifestado oficialmente, acompanha a situação com atenção redobrada.

Conforme sugere PVC, talvez não haja mais espaço para golaços de placa no futebol nacional. Em vez disso, as reviravoltas mais espetaculares parecem reservadas aos despachos judiciais — com um enredo digno de final europeia, só que sem troféu e com risco de rebaixamento moral. Afinal, no Brasil, o VAR pode até falhar, mas o escândalo nunca deixa de marcar presença.

Ana Teixeira

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