Escudo do Barcelona (Foto: Reprodução)
A celebração do título da Copa do Rei pelo Barcelona continua repercutindo fora das quatro linhas. A vitória por 3 a 2 sobre o Real Madrid, em um clássico decidido apenas na prorrogação, foi marcada por emoção e golaços. No entanto, a comemoração protagonizada por alguns atletas do time catalão dividiu opiniões, especialmente a de Tote, ex-atacante do clube merengue, que fez duras críticas a Raphinha e Lamine Yamal.
Durante a cerimônia de premiação, os dois jogadores apareceram usando óculos escuros enquanto subiam ao palco para cumprimentar o rei da Espanha. O gesto, considerado irreverente por alguns torcedores, foi interpretado como falta de respeito por Tote, que atuou no Real Madrid entre o fim da década de 1990 e o início dos anos 2000.
“Há códigos que não se pode quebrar. Na minha época, esses gestos não eram permitidos”, afirmou o ex-atacante ao site espanhol El Desmarque.
Tote enfatizou que, embora Yamal tenha apenas 17 anos e seja considerado uma joia do futebol espanhol, precisa de orientação. “Ele tem um talento espetacular, mas é fundamental que tenha pessoas ao seu redor que o alertem sobre o que é apropriado ou não”, declarou.
A crítica mais contundente, no entanto, foi direcionada a Raphinha. Segundo o ex-jogador, o fato de o brasileiro ser mais experiente torna a atitude ainda menos justificável: “No caso do Raphinha, é ainda mais pecado”.
Ainda durante sua fala, Tote destacou que ídolos históricos como Fernando Hierro e Fernando Redondo jamais permitiriam esse tipo de comportamento. “Se um jogador subisse ao palco com óculos brilhantes, eles diriam: ‘Onde vai assim?’”, comentou. Para o espanhol, esse tipo de atitude fere tradições e protocolos que sempre fizeram parte das cerimônias do futebol europeu.
O ex-atleta também criticou a postura do pai de Yamal, que teria sido excessivamente ativo nas redes sociais durante a comemoração. “Meu pai jamais faria algo semelhante. Ele ia para a arquibancada, ficava em um canto e não dizia nada. A família deve servir como apoio silencioso, não como centro das atenções”, afirmou Tote.
A polêmica ganhou ainda mais força porque o Barcelona comemorava um título conquistado justamente sobre o maior rival, em um clássico decisivo. Com gols de Pedri, Ferran Torres e Koundé, o clube catalão superou o Real Madrid na prorrogação, consolidando uma temporada de recuperação e reafirmando a força de sua nova geração.
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