Flamengo

Ídolo do Flamengo discute com torcedores nas redes sociais

A ausência do rosto de Tita em homenagem aos campeões mundiais de 1981 gerou grande repercussão nas redes sociais. Durante o jogo entre Flamengo e Fortaleza, no Maracanã, a torcida organizada Urubuzada prestou tributo aos heróis do Mundial. No entanto, o ex-camisa 7 teve apenas seu número estampado, sem sua imagem, o que acabou alimentando críticas e bate-boca online.

Quando a falta de reconhecimento vira polêmica

A homenagem no setor Norte do Maracanã exibiu bandeiras com os rostos de Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Junior, Andrade, Adílio, Zico, Lico, Nunes e o técnico Carpegiani. Já no lugar de Tita, apenas o número 7 apareceu. Isso porque parte da torcida ainda guarda mágoas da final do Carioca de 1987, quando o ex-jogador marcou gol pelo Vasco e comemorou com entusiasmo. Sendo assim, muitos rubro-negros passaram a questionar seu lugar na galeria de ídolos.

Respostas afiadas de Tita inflamam o debate

A repercussão foi imediata, e as redes sociais do ex-jogador foram tomadas por críticas. Em resposta, Tita não poupou palavras:

“No Maracanã, na excelente vitória do Mengão, tinha 80 mil torcedores. No mundo, são mais de 45 milhões. Não fala besteira, vai passar ferro ou vender bala no trem”, retrucou.

Outro torcedor escreveu: “O maior 7 da história do Flamengo é o Everton Ribeiro”, ao que Tita respondeu:

“Fala sério! Trocou o Flamengo pelo Bahia. Veja os títulos que conquistou no Flamengo. Tu tem 50 seguidores e quer falar o quê?”

Além disso, um comentário sobre sua torcida pelo León (MEX) também causou revolta. Tita respondeu:
“Já fui campeão mundial com o Flamengo, querendo você ou não. Vou te bloquear para deixar de ser bobão”.

Leandro sai em defesa do companheiro

Vale destacar que Leandro, lateral e também campeão mundial em 1981, saiu em defesa do amigo.
“O Tita sempre foi flamenguista. O problema foi aquela comemoração em 87. Ele jogou muito tempo no México, virou ídolo no León. Não acredito que tenha sido por maldade”, afirmou.

Com isso, a polêmica ganhou contornos ainda mais complexos. Cabe ressaltar que, mesmo com opiniões divididas, Tita segue como parte fundamental da história rubro-negra. Portanto, o debate sobre quem é ou não ídolo revela não só paixões, mas também como a memória esportiva pode ser seletiva. Desse jeito, a história do Flamengo continua sendo escrita dentro e fora de campo.

Leandro Cardoso

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