Flamengo

Ex-queridinho da torcida revela mágoa após saída do Flamengo

O reencontro entre Flamengo e Grêmio neste domingo (31), às 16 horas, no Maracanã, pela 22ª rodada do Brasileirão, reacendeu lembranças de um episódio turbulento nos bastidores do futebol brasileiro. A partida ganhou contornos extracampos após declarações de um ex-queridinho da torcida rubro-negra, hoje no elenco gremista, que decidiu expor mágoas de sua saída em 2019.

Naquele ano, o colombiano Gustavo Cuéllar vivia uma temporada que seria histórica para o Flamengo, que culminaria na conquista da Copa Libertadores. No entanto, nos bastidores, a relação entre diretoria e atleta estava estremecida. O jogador relatou ter recebido propostas de clubes da Arábia Saudita e da Itália, mas seu desejo era se transferir para a Europa. O Flamengo recusou a oferta do Bologna e passou a pressioná-lo para aceitar a mais vantajosa do futebol árabe.

“Os caras me falaram, se você não vai para a Arábia, não vai para nenhum lugar. Você vai ficar aqui… Gustavo, se você continuar desse jeito assim, a gente vai te afastar, a gente vai tomar uma decisão. Você não vai para lá. E eu falei para eles, tomem a decisão que vocês queiram, mas eu quero sair”.

Cuellar em ação pelo Flamengo (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Após insistir em deixar o clube, acabou afastado por cerca de 20 dias. Durante esse período, não treinou e ainda teve seu número de telefone vazado, recebendo inúmeras mensagens ofensivas de torcedores. A situação atingiu o ápice nas quartas de final da Libertadores, contra o Internacional, quando Jorge Jesus o relacionou sob a promessa de facilitar sua saída caso entrasse em campo.

“Falaram esse negócio que se eu jogasse com o Inter, eu poderia ter a chance de sair. Eu me senti como uma p***. Usado. Você vai jogar lá, você pode sair. Se não, você fica aqui se f******”.

Outro ponto de mágoa foi a ausência de reconhecimento pela campanha continental. Mesmo participando de dez das 14 partidas da Libertadores, o volante não recebeu a medalha de campeão. Segundo ele, o então vice de futebol Marcos Braz decidiu não enviá-la por “birra”.

“Dos 14 jogos da Libertadores e joguei 10, pelas estatísticas da Libertadores eu também fui campeão, mas o Braz não me mandou a medalha porque estava com birra. Lembro que mandaram para outros jogadores que jogaram menos que eu, mas não mandaram para mim”.

Henrique Machado

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