Leila Pereira durante coletiva do Palmeiras (Foto: Reprodução)
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, manifestou publicamente sua insatisfação com o andamento do julgamento de Bruno Henrique, do Flamengo, pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A dirigente classificou o adiamento da sessão como injusto, iniciada nessa segunda-feira (10), e cobrou isonomia na atuação do tribunal, citando o caso do meia Allan, do clube alviverde, julgado na mesma data.
A crítica teve como estopim o pedido de vista feito pelo auditor Marco Aurélio Choy, que interrompeu a sessão antes da conclusão do julgamento de Bruno Henrique.
O jogador havia sido condenado a 12 partidas de suspensão por supostamente forçar um cartão amarelo, mas a condenação inicial não indicava envolvimento com esquemas de apostas.
O Flamengo recorreu pedindo a absolvição e obteve efeito suspensivo, permitindo que o atacante continuasse atuando normalmente.
Leila demonstrou indignação com o tempo de tramitação do processo e com a possibilidade de absolvição do atleta rubro-negro. A dirigente destacou que o jogador disputou partidas decisivas mesmo após a condenação inicial.
“O Palmeiras sempre respeitou e seguirá respeitando as instituições, mas espera o mesmo respeito de volta. O que está acontecendo não é justo. Um atleta é condenado por uma infração grave e joga por dois meses, inclusive fazendo gols e decidindo jogos”.
“Aí, quando finalmente é marcado o novo julgamento, vota-se pela absolvição deste atleta e a sessão é adiada”, afirmou Leila.
No mesmo dia, o volante Allan, do Palmeiras, também teve seu caso analisado pelo STJD. O jogador havia sido expulso em partida contra o Fluminense, em julho, e já havia cumprido suspensão automática. No entanto, foi penalizado com mais um jogo de gancho.
O clube entrou com recurso e obteve efeito suspensivo, o que permitiu a participação do atleta até o julgamento final.
Na sessão de segunda-feira, o tribunal manteve a punição, o que torna Allan desfalque para o clássico contra o Santos, neste sábado (15), na Vila Belmiro. A decisão irritou ainda mais a presidente palmeirense.
“Enquanto isso, o Allan, que era réu primário, pega duas partidas de suspensão por um lance de jogo e depois tem a punição ratificada pelo tribunal em pouco mais de 15 dias. E tudo isso acontece em uma semana decisiva, quando já teríamos vários desfalques por conta da Data Fifa”, declarou.
Leila finalizou com um apelo à neutralidade da Justiça Desportiva, especialmente em um momento decisivo da temporada. Flamengo e Palmeiras disputam ponto a ponto a liderança do Campeonato Brasileiro, o que torna qualquer movimentação judicial mais sensível.
“O Palmeiras espera que o STJD adote uma postura equilibrada, para que suas decisões não influenciem o curso de um dos campeonatos mais disputados dos últimos anos. Que o campeão seja decidido dentro de campo”, completou.
Ainda pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, os dois clubes têm jogos atrasados neste sábado (15). O Flamengo enfrenta o Sport às 18h30, na Arena Pernambuco. Mais tarde, às 21h, o Palmeiras visita o Santos na Vila Belmiro, já conhecendo o resultado do rival direto.
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