Foto: Reprodução/PSG
Na véspera da final da Copa Intercontinental, o Paris Saint-Germain se prepara para enfrentar o Flamengo, em duelo marcado para quarta-feira (17), às 14 horas (horário de Brasília). O técnico Luis Enrique destacou a complexidade do desafio contra o time carioca, apontando o confronto como um teste consideravelmente mais exigente em relação à partida diante do Botafogo, disputada no Mundial de Clubes.
Anteriormente, o PSG foi derrotado pela equipe alvinegra em um jogo marcado pela postura defensiva dos brasileiros. No entanto, segundo o treinador espanhol, a expectativa contra o Flamengo é bem distinta, devido ao estilo ofensivo da equipe dirigida por Filipe Luís.
“Jogamos contra o Botafogo, que fez um jogo muito fechado, defendendo no próprio campo. É o tipo de partida ao qual estamos acostumados, contra equipes que se defendem muito e atacam pouco. O Flamengo não vai jogar assim”.
Luis Enrique ressaltou que o Flamengo apresenta um modelo de jogo que exige atenção redobrada, tanto pela qualidade técnica quanto pela postura agressiva. “O Flamengo joga muito bem com a bola, sai jogando desde trás e, sem ela, pressiona muito bem. É um time muito interessante, fisicamente forte, com jogadores experientes e de muita qualidade, que sabem disputar jogos grandes. Acho que será uma final apaixonante, porque os dois times têm estilos parecidos”.
Além disso, o comandante parisiense reforçou a importância simbólica da partida para o clube francês, que busca sua primeira conquista intercontinental. “Estamos totalmente cientes da importância deste jogo. Isso representa muito para nós. Marcar a história do PSG foi um objetivo na temporada passada e continua sendo nesta. É a primeira vez que temos a chance de conquistar esse troféu”.
Com relação ao elenco, o zagueiro Marquinhos se recuperou de uma lesão no quadril e está à disposição, mas ainda será avaliado antes da decisão. Já o lateral-direito Hakimi, lesionado, está fora da partida, segundo confirmou o treinador em entrevista coletiva.
Aliás, Luis Enrique comentou sobre sua declaração anterior, na qual havia manifestado preferência por enfrentar o Pyramids, do Egito, na final. O técnico esclareceu que sua fala não refletia menosprezo, mas sim conhecimento prévio sobre o adversário brasileiro. “Fui entrevistado por uma TV brasileira e disse que preferia que o Flamengo não fosse à final. Naquele momento, não tive a oportunidade de analisar o Pyramids, mas eu conheço muito bem o Flamengo. Eu não queria enfrentá-los em uma final e reafirmo isso agora. Não é uma boa notícia jogar uma decisão contra um time brasileiro”.
Em meio à expectativa da decisão, o confronto entre franceses e brasileiros ganha contornos de equilíbrio técnico e histórico. Afinal, enquanto o PSG busca um título inédito, o Flamengo tenta reafirmar sua força no cenário internacional.
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