Foto:Adriano Fontes/Flamengo
A bola rola para o jogo decisivo de volta das quartas de final da Libertadores no dia 17 de setembro de 2026, às 21h30 (horário de Brasília), no icônico estádio do Maracanã. O Flamengo retorna aos seus domínios com uma vantagem confortável de 2 a 0 no placar agregado, ostentando uma invencibilidade recente de cinco partidas (quatro vitórias e um empate).
Do outro lado, o Del Valle (quatro vitórias e uma derrota nos últimos cinco jogos) tem a difícil missão de reverter o déficit fora de casa para manter vivo o sonho continental. Os holofotes estarão voltados para o setor ofensivo: a equipe da casa aposta no talento de Bruno Henrique Pinto e na visão de jogo de Pedro, enquanto os equatorianos depositam suas esperanças no faro de gol de Carlos Gonzales, autor de sete tentos na atual campanha.
| Mercado | Flamengo | Empate | Del Valle |
|---|---|---|---|
| Resultado | 1.30 | 5.75 | 8.00 |
| Estatística | Flamengo | Del Valle |
|---|---|---|
| Partidas Jogadas | 8 | 9 |
| Gols Marcados | 16 | 15 |
| Gols Sofridos | 4 | 9 |
| Saldo de Gols | +12 | +6 |
| Média de Posse de Bola | 55% | 56,22% |
| Total de Finalizações | 122 | 141 |
| Finalizações no Alvo | 61 | 49 |
| Escanteios | 35 | 62 |
Avaliando as métricas do torneio, identificamos abordagens táticas bem distintas entre as duas equipes. O Flamengo apresenta um perfil de extrema eficiência e solidez defensiva, com 16 gols marcados e apenas quatro sofridos em oito partidas (gerando um imponente saldo de +12). A precisão ofensiva da equipe carioca chama a atenção no terço final do campo: exatamente 50% de suas finalizações vão na direção do gol (61 de 122 chutes).
Em contraste, o Del Valle adota um estilo baseado na retenção da posse de bola (média de 56,22%) e no volume de jogo. A equipe equatoriana gera bastante pressão no campo adversário, evidenciada pelas 141 finalizações e 62 escanteios em nove confrontos. Contudo, apresentam menor precisão (apenas 49 chutes no alvo, apesar do alto volume) e uma vulnerabilidade defensiva maior, tendo buscado a bola no fundo da própria rede em nove ocasiões ao longo da campanha.
O Flamengo entra em campo amparado por uma sólida vantagem de 2 a 0 no placar agregado e pela atmosfera a seu favor no Rio de Janeiro. A equipe tem o cenário estatístico propício para explorar sua forte estrutura defensiva — que sofreu apenas quatro gols no campeonato — e aproveitar os espaços que fatalmente serão deixados pelo adversário. Caso mantenham a alta eficácia de 50% nos chutes no alvo, jogadores como Bruno Henrique Pinto e Pedro podem definir a classificação em transições rápidas.
Por outro lado, o Del Valle possui ferramentas métricas que explicam sua capacidade de buscar uma reação. A equipe visitante costuma ditar o ritmo das partidas, mantendo o controle da posse de bola e gerando um alto número de oportunidades em bolas paradas (62 escanteios a favor no torneio). Para que essa pressão contínua desestabilize os donos da casa, a equipe precisará transformar o alto volume de finalizações em chutes perigosos no alvo, confiando na boa fase do artilheiro Carlos Gonzales. Simultaneamente, terão o desafio de blindar uma linha defensiva que demonstrou instabilidade ao conceder nove gols no campeonato.
O desenrolar do jogo dependerá da capacidade dos visitantes de traduzirem domínio de posse em gols e da disciplina dos anfitriões em suportar a pressão sem perder a organização tática.
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