Zico acena para os torcedores do Flamengo, durante partida no Maracanã (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Na noite desta segunda-feira (04), a FlaTV recebeu ao vivo um convidado ilustre para participar do quadro “Meu jogo inesquecível”. Zico, o Galinho de Quintino e eterno ídolo da Nação Rubro-negra.
O ex-craque elegeu a final da Libertadores de 1981 contra o Cobreloa (CHI) como a partida mais memorável de sua trajetória vestindo o Manto Sagrado. Confira abaixo os principais trechos.
“Foi o terceiro jogo da final da Libertadores de 81 contra a equipe do Cobreloa, sem dúvida. É uma grande recordação pra mim e acredito que seja para todos os rubro-negros, porque era o título que faltava ao Flamengo e acabou se tornando o mais importante da história do clube. Lógico que eu tive grandes jogos com a camisa rubro-negra, mas aquele teve um sabor especial pelas circunstâncias e dificuldades, pela vitória do futebol diante da violência, pela forma com que aquele time foi formado por três gerações do próprio Flamengo… Então, acho que foi merecido pela forma na qual a gente jogava e pela empatia com a torcida rubro-negra. Foram momentos maravilhosos que culminaram com aquela vitória (2 a 0) sobre o Cobreloa, que era um bom time, apesar de querer ganhar no grito, mas futebol não é isso”.
“O problema maior foi no momento que eles fizeram o gol. Teve confusão e os policiais tiveram que entrar em campo. Soltaram cachorro em cima do Júnior e aí foi um problema sério. Depois do jogo queriam até levar o Júnior preso por causa daquela confusão toda, se já não bastasse o que eles tinham feito de acertar o supercílio do Lico e do Adílio. Parecia que nós estávamos dentro de um exército, num caldeirão cheio de policiais nos cercando em volta. Alguns até estavam com a arma apontada para o meio do campo, então foi algo bem assustador”.
“Nós tivemos sorte, porque o árbitro uruguaio Cerullo, que apitou o jogo, era um cara corretíssimo, bastante durão. Me lembro que tive duas situações com ele nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 86. Foi no jogo entre Brasil e Argentina, ele me expulsou junto com um jogador argentino para segurar o jogo. Então para nós foi uma tranquilidade quando soubemos que ele iria apitar a partida decisiva. E logo de cara, o Cerullo expulsou um jogador do Cobreloa que deu uma entrada dura, não me recordo em quem. Depois, o Andrade chegou forte no adversário e também levou o cartão vermelho. Então o árbitro era um homem correto e justo, que gostava de fazer o jogo fluir. Nós fizemos uma ótima partida, acho que o placar de 2 a 0 foi até pouco pela quantidade de oportunidades de gol que a gente teve. Mas o importante foi sair de campo com o título”.
“Apesar dos desfalques que tivemos no último jogo, não chegou a nos preocupar. O Nei Dias, a gente tinha jogado juntos algumas vezes e com o Leandro improvisado no meio-campo também, junto com o Andrade. O Carpegiani já tinha feito isso numa final contra o Vasco, então a gente já sabia jogar dessa maneira. Com o Leandro atuando junto com o Andrade, ele me deu um pouco mais de liberdade e pediu para que eu jogasse junto do Nunes, não precisando voltar tanto. O Adílio também estava bem avançado pelo lado esquerdo. Atuamos praticamente no 4-4-2, com a marcação em cima para ver se conseguíamos fazer um gol nos primeiros 20 minutos. E foi o que aconteceu. Antes mesmo do gol, já havíamos tido umas duas ou três oportunidades para abrir o placar. Quando marcamos o primeiro gol, nos tranquilizamos. No segundo tempo então tivemos mais chances de gol até sair o segundo. O posicionamento do Leandro ali no meio fez com que eu tivesse muito mais liberdade para atacar, funcionando muito bem”.
“Esse título foi com um pouco mais de emoção, porque tinham cerca de três mil rubro-negros presentes no estádio, sendo que a própria torcida uruguaia estava torcendo muito pelo Flamengo. Então, comemorar o título com parte da sua torcida ao lado é sempre melhor. Agora, bonito mesmo foi a nossa chegada no aeroporto. Queriam que a gente desfilasse de carro de bombeiro, mas todo mundo estava cansado, porque estávamos disputando algumas finais seguidas. Nós preferimos saudar os torcedores que estavam no aeroporto e todos foram para suas casas muito felizes”.
Retirado de: Site Oficial do Flamengo
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Quem não gosta do Zico, bom sujeito não é. Zico o ídolo eterno do mais querido, realmente foi um título sofrido, masmads, no fim venceu o melhor das Américas e do mundo na época. Todos os títulos que ganhamos no fim dos anos 70 e 80 foram inesquecíveis e maravilhosos. Gratidão eterna ao galo.
Só gratidão, Zico. Foi realmente mto difícil. Nunca apanharam tanto para conquistar esse título. Obrigada!
Hoje temos um time talvez ainda melhor do que aquele mas, sinto muita saudade de ver aquele time jogar. Era um Flamengo com amor, raça e paixão.
Sem sombras de dúvidas aquela equipe do flamengo era sim, uma equipe campeã dentro e fora dos gramados. Valeu meu ídolo de sempre meu eterno atleta. Arthur Antunes de Coimbra (Zico)