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São Januário vai ter gramado artificial?

O Cruzmaltino quer transformar São Januário em uma arena multiuso

O Vasco planeja fechar São Januário para reformas após o término do Campeonato Brasileiro, com o objetivo de iniciar as obras no início de 2024. No entanto, para dar início ao projeto, o clube ainda depende da venda do potencial construtivo, cuja negociação está em andamento, mas sem um acordo finalizado até o momento.

Entre as discussões acerca da nova arena, uma das principais questões envolve o tipo de gramado que será utilizado. Atualmente, São Januário possui um campo 100% natural, mas a tendência é que o clube adote um gramado sintético ou híbrido (combinando grama natural e sintética), o que elevaria o custo inicial da reforma, mas traria benefícios a médio e longo prazo, de acordo com avaliações internas.

Para subsidiar a decisão, o Vasco já tem analisado modelos utilizados em outros estádios, como o Nilton Santos, do Botafogo, onde foi apresentado um relatório sobre o uso de gramado sintético.

O presidente do clube, Pedrinho, mantém conversas frequentes com os arquitetos responsáveis pelo projeto, discutindo as possíveis modificações. Uma vez definidos todos os detalhes, o Vasco pretende realizar um evento para apresentar o projeto final aos torcedores e à imprensa.

A decisão de abandonar o gramado 100% natural se justifica, entre outros fatores, pela necessidade de maior exposição ao sol e irrigação para a sua manutenção. A reforma de São Januário incluirá uma cobertura parcial, o que tornaria impossível manter a mesma qualidade de gramado natural, considerando as áreas com maior sombra. Além disso, o clube tem levado em consideração a experiência recente do Atlético-MG na Arena MRV, onde o gramado natural tem enfrentado dificuldades e está prestes a ser substituído por um campo sintético.

Outro ponto que pesa na decisão é o desejo do Vasco de transformar São Januário em um espaço multiuso, capaz de sediar eventos além dos jogos de futebol, como shows. Nesse contexto, a escolha por um gramado sintético ou híbrido também facilitaria a manutenção e reduziria os custos operacionais a longo prazo.

Geovanna Thomaz

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