Augusto Melo durante coletiva de imprensa do Corinthians (Foto: Rodrigo Coca/ Corinthians)
Faltando poucos dias para o encerramento da janela de transferências, Augusto Melo, presidente do Corinthians, afirmou que não há necessidade de buscar novos zagueiros para reforçar o elenco. Apesar das críticas ao setor defensivo por ter sofrido 14 gols em 13 jogos na temporada, o dirigente alvinegro afirmou que o grupo atual tem qualidade suficiente para enfrentar os desafios.
Durante entrevista ao podcast “Benja Me Mucho”, no YouTube, o presidente ressaltou a força do plantel corintiano e explicou por que não vê razões para alarmismos. “Gente, calma. É um elenco fortíssimo, sai um, entra outro e não muda nada. A comissão vem rodando o time. Estamos sem atletas no Departamento Médico, mesmo com o desgaste do calendário. Você tem que rodar o time”, declarou.
O Timão encerrou o último Campeonato Brasileiro com nove vitórias consecutivas, saindo de uma situação delicada contra o rebaixamento para garantir uma vaga na Pré-Libertadores. Assim sendo, a diretoria optou por concentrar esforços nas renovações contratuais.
Entre os jogadores que tiveram seus vínculos estendidos estão Breno Bidon, Maycon, Carrillo, Hugo Souza, Cacá e Romero. Logo, o objetivo foi consolidar uma base sólida antes de pensar em novas contratações.
Embora a prioridade tenha sido renovar o elenco, o Corinthians confirmou a chegada de Fabizio Angileri, lateral-esquerdo de 30 anos que atuava no Getafe. O jogador já está no Brasil para realizar exames médicos e deve assinar um contrato de empréstimo válido por uma temporada, com opção de compra futura.
A diretoria corintiana busca alternativas viáveis no mercado, preferindo apostar em jogadores livres, emprestados ou sem vínculo. Esse posicionamento está diretamente ligado à grave situação financeira do clube, cuja dívida total é estimada em R$ 2,4 bilhões. Além disso, o fluxo de caixa do Corinthians encontra-se comprometido, conforme admitiu Augusto Melo.
Ao detalhar a realidade financeira do clube, o presidente revelou os desafios enfrentados. “Nós não temos fluxo de caixa, chega 10 ‘conto’ eu tenho que escolher que dívida vou pagar, os juros são absurdos, a gente paga mais de R$ 280 milhões de juros, esse ano vamos pagar mais de R$ 350 milhões, como conseguimos manter uma estrutura assim?”, questionou.
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