Pep Guardiola durante o jogo entre Manchester City x West Ham pela Premier League 2023-24 (Foto: Reprodução/Instagram)
O empate sem gols entre Manchester United e Manchester City, no domingo (06), pela 31ª rodada da Premier League, ficou marcado por episódios extracampo que geraram forte repercussão na Inglaterra. Além da agressão ao meia-atacante Jack Grealish, do City, torcedores do time mandante entoaram ofensas contra a mãe do também jogador Phil Foden, provocando indignação do técnico Pep Guardiola.
Conforme revelado por veículos britânicos, o jovem Alfie Holt, de 20 anos, torcedor do United, foi detido por agredir Grealish no momento em que o jogador deixava o gramado. O incidente ocorreu próximo ao túnel de acesso aos vestiários de Old Trafford. O agressor teria chamado o atleta, e assim que o camisa 10 se aproximou, desferiu um tapa em seu rosto. A polícia, que agiu prontamente, realizou a prisão e informou que Holt deverá comparecer ao Tribunal de Magistrados de Manchester no mês de julho.
Grealish havia iniciado o confronto no banco de reservas e entrou aos 29 minutos do segundo tempo, substituindo Gündogan. Aliás, este não foi o primeiro episódio em que o jogador se viu envolvido em situação similar. Em março de 2019, quando atuava pelo Aston Villa, ele foi agredido por um torcedor do Birmingham, que invadiu o campo e lhe aplicou um soco por trás. Na ocasião, o agressor cumpriu pena de três meses e meio de prisão.
Entretanto, o clima hostil não se limitou à agressão física. Durante o segundo tempo do clássico, Phil Foden, outro jogador dos Citizens, foi alvo de cânticos ofensivos por parte da torcida dos Red Devils. O conteúdo dos gritos, direcionado à mãe do jogador, Claire Foden, causou revolta tanto nas arquibancadas quanto nas declarações posteriores ao jogo.
“Estamos muito expostos no futebol, especialmente dirigentes, proprietários e jogadores. Não entendo a mente das pessoas ao envolverem a mãe de Phil. Foi uma falta de classe. Eles deveriam ter vergonha”, declarou Guardiola de maneira contundente em entrevista coletiva, ao fim da partida.
A revolta do treinador espanhol foi compartilhada amplamente entre os profissionais da imprensa inglesa, reforçando a preocupação com os limites do comportamento dos torcedores. A Premier League, por sua vez, ainda não se manifestou sobre o caso.
A sucessão de atos de hostilidade vivenciados no derby de Manchester reacende o debate sobre segurança nos estádios e respeito aos profissionais do futebol. As autoridades locais e entidades esportivas britânicas estudam possíveis medidas para coibir esse tipo de conduta, que tem se repetido de forma preocupante.
Com ambos os atletas à disposição, o City dá sequência à sua campanha no Campeonato Inglês. A equipe volta a campo no sábado (12), às 8h30 (de Brasília), diante do Crystal Palace, fora de casa, pela 32ª rodada.
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