Troféu do Super Mundial de Clubes da Fifa Imagem: Divulgação/Fifa
O técnico do Brentford, Thomas Frank, voltou a criticar com veemência o novo formato do Mundial de Clubes da FIFA. Em entrevista concedida após o empate sem gols diante do Chelsea, no domingo (06), pela 31ª rodada da Premier League, o treinador dinamarquês demonstrou total insatisfação com a competição. A nova edição do torneio será realizada nos Estados Unidos, entre os dias 14 de junho e 13 de julho, reunindo 32 clubes.
De maneira enfática, Frank questionou a relevância do campeonato. “Quem é que quer o Mundial de Clubes? É apenas mais um torneio. Não vou assistir”, afirmou. Conforme destacou, o principal problema não está exatamente na criação do torneio, mas sim na sobrecarga imposta ao calendário do futebol europeu. “Se você joga na Europa, avança nas copas e ainda tem que disputar o Mundial de Clubes… é demais. É ridículo”, completou o comandante do clube inglês.
Ainda durante sua manifestação, o técnico foi além ao declarar que pretende aproveitar o verão ao invés de acompanhar os jogos: “Vou aproveitar o meu verão”, disse, ironicamente. Segundo ele, “não é necessário para os jogadores, nem para os clubes, e a única coisa que faz é desorganizar”.
A crítica de Frank ecoa um sentimento compartilhado por muitos técnicos, jogadores e dirigentes no continente europeu. O aumento do número de partidas tem sido uma pauta recorrente nos últimos anos. Um exemplo emblemático é o do Manchester City, que em 2024/25 projeta disputar até 75 jogos, o que representaria um acréscimo de 27% em comparação à temporada anterior. Na ocasião, os comandados de Pep Guardiola atuaram em 59 partidas, o que resultou em diversas lesões e prejudicou o rendimento da equipe.
Assim sendo, o debate sobre a exaustão física dos atletas ganha novo fôlego com a aproximação do torneio da FIFA. Afinal, a federação estabeleceu que o novo Mundial será realizado a cada quatro anos, substituindo o modelo anterior, disputado anualmente no fim de temporada. O formato será composto por oito grupos com quatro clubes cada, com os dois melhores avançando às quartas de final. A partir daí, os confrontos seguirão em mata-mata até a definição do campeão.
Entre os 32 participantes já confirmados para a edição de 2025, quatro clubes brasileiros estarão na disputa: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras. O primeiro a entrar em campo será o Palmeiras, que enfrenta o Porto no domingo, dia 15 de junho, às 19h (de Brasília). No mesmo dia, o Botafogo mede forças com o Seattle Sounders, às 23h (de Brasília), no Lumen Field.
Na sequência, o Flamengo enfrentará o Espérance, da Tunísia, na segunda-feira, dia 16 de junho, às 22h (de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Encerrando a participação brasileira na primeira rodada, o Fluminense estreia na terça-feira, no dia 17, contra o Borussia Dortmund, às 13h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O novo Mundial de Clubes segue, portanto, como alvo de críticas, especialmente no que diz respeito ao planejamento e às consequências para a saúde física dos atletas. O debate sobre o equilíbrio entre compromissos esportivos e limites humanos tende a se intensificar à medida que o torneio se aproxima.
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