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Com dívida bilionária, Vasco avança na Justiça para sair da crise

O Vasco oficializou na segunda-feira (05) o protocolo do seu plano de recuperação judicial, envolvendo tanto o Club de Regatas Vasco da Gama quanto a Vasco SAF. A medida foi divulgada por meio de nota oficial e repercutida por uma nova etapa no processo de reorganização financeira da instituição, com objetivo garantir o cumprimento das obrigações assumidas ao longo dos anos.

Segundo o comunicado divulgado pelo clube, essa fase sucede um longo período de diagnósticos e análises conduzidas por uma equipe multidisciplinar composta por dirigentes, executivos, consultores, advogados e funcionários. “Todos atuaram com uma missão: assegurar que o Vasco da Gama supere os desafios enfrentados até aqui e siga gerando valor, dentro e fora de campo”, afirmou a diretoria na nota.

O documento protocolado na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro marca a transição do diagnóstico para a execução de um plano, que estabelece bases para a quitação das dívidas e reorganização estrutural. A partir de agora, inicia-se a fase de avaliação por parte do Poder Judiciário e dos credores. Posteriormente, haverá uma Assembleia Geral para deliberar sobre a aprovação do plano.

O movimento não surgiu de forma abrupta. Desde junho do ano passado, a atual administração já desenvolvia um planejamento para reorganizar a situação financeira. A formalização do pedido de recuperação judicial foi apresentada em fevereiro de 2025 e amadurecida ao longo dos meses seguintes.

O clube assegura que os investimentos no futebol serão mantidos e que não haverá prejuízo no pagamento de salários e compromissos imediatos, uma vez que o processo visa também criar um ambiente mais previsível e seguro para a entrada de investidores.

Contudo, especialistas alertam para possíveis impactos colaterais. Leonardo Zenkoo, advogado da CCLA Advogados, pondera que a medida, embora busque estruturar a gestão financeira, pode gerar incertezas no relacionamento com atletas, fornecedores e patrocinadores.

“O processo pode gerar instabilidade, afetando negociações de novos contratos e até mesmo comprometendo a credibilidade do clube no mercado esportivo”, avaliou.

Zenkoo ainda destacou que o recurso à recuperação judicial não é um fato isolado no futebol nacional. “Outros clubes já enfrentaram dificuldades similares e buscaram saídas jurídicas semelhantes. Um exemplo conhecido é o do Cruzeiro”, pontuou, embora tenha ressaltado diferenças importantes nos modelos de gestão adotados pelos clubes.

O Vasco, por sua vez, afirma estar ciente da complexidade do momento. A diretoria enfatizou que o apoio da comunidade vascaína será fundamental para atravessar essa fase e reiterou o compromisso de seguir conduzindo o processo com responsabilidade e transparência.

Ana Teixeira

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