Atlético-MG

Ex-atacante do Atlético-MG está muito perto de ser campeão na Europa

A poucos meses de sua chegada ao futebol europeu, o atacante Alisson, revelado pela base do Atlético-MG, já deixou sua marca em um dos momentos mais importantes da temporada do Shakhtar Donetsk. Em sua primeira experiência no continente, o jovem de 19 anos se destacou ao marcar o gol da vitória na semifinal da Copa da Ucrânia, garantindo a classificação do time para a final diante do Dínamo de Kiev, que será disputada nesta quarta-feira (14), às 19h (de Brasília).

O lance decisivo aconteceu aos 23 minutos da prorrogação, quando o brasileiro saiu do banco para substituir Pedrinho e balançou as redes pela primeira vez desde que chegou ao clube. Foi a única finalização certeira de Alisson em nove jogos até então, mas suficiente para manter viva a chance de título.

Sobretudo após a eliminação precoce na fase de grupos da Liga dos Campeões e a distância de dez pontos para o líder Dínamo no Campeonato Ucraniano, restando apenas duas rodadas para o fim.

“Por ser uma final, é uma responsabilidade muito grande pra gente. Ainda mais sendo um clássico. Infelizmente é bem difícil ser campeão da liga, então o que nos restou foi essa copa”, afirmou o atacante. O jogo decisivo contra o principal rival local é visto como a última oportunidade da equipe conquistar um troféu nesta temporada.

Adaptação rápida e apoio entre compatriotas

Embora tenha chegado recentemente ao país, Alisson não enfrentou grandes dificuldades para se adaptar ao ambiente ucraniano. O idioma e o clima foram apontados como os maiores desafios, porém a convivência com outros brasileiros do elenco facilitou bastante o processo.

Atualmente, o Shakhtar conta com nove atletas do Brasil, entre eles Kauã Elias, Kevin e Marlon Gomes, além de Pedrinho, com quem o atacante já havia atuado no Atlético-MG.

“Quando cheguei aqui, não tive tanta dificuldade. O que mais me ajudou foi saber que havia muitos brasileiros no elenco. Me acolheram bastante, me incluíram em tudo e a gente já criou uma amizade muito legal”, contou.

Bernard também teve papel fundamental no processo de transferência. Ex-companheiro de clube e com passagem destacada pelo próprio Shakhtar, foi ele quem alertou Alisson sobre o interesse da equipe ucraniana antes mesmo da proposta oficial.

“Foi muito importante pra mim saber disso com antecedência. Me deu mais confiança”, revelou.

Futebol em meio à guerra e segurança fora dos gramados

O futebol ucraniano ainda enfrenta os impactos do conflito com a Rússia, iniciado em 2022. A guerra provocou paralisações nas competições e a fuga de diversos atletas. Apesar disso, a estrutura oferecida pelo Shakhtar tem proporcionado segurança aos jogadores, que hoje vivem em Kiev e disputam partidas em diferentes regiões do país — algumas ainda ameaçadas por ataques esporádicos.

“É bem triste às vezes ver notícias de bombardeios em cidades próximas. Já jogamos em lugares que estavam sendo atacados, e isso deixa a gente apreensivo. Mas o lugar onde estamos é protegido, então fico mais tranquilo”, relatou Alisson, que mora sozinho na Ucrânia.

A disputa da Liga dos Campeões, por exemplo, foi realizada na Alemanha, no estádio do Schalke 04, localizado em Gelsenkirchen. A decisão foi tomada para garantir a integridade física dos atletas em um cenário instável.

Ainda assim, o jogador revelou que ponderou bastante antes de assinar com o clube. “A guerra pesou pra mim, mas disseram que já estava acabando. Quando cheguei aqui, não tive experiências ruins. De vez em quando toca a sirene, mas nunca aconteceu nada. Me sinto seguro”, disse.

Caminho até a Europa e projeções pessoais

Alisson foi vendido pelo Atlético-MG em março de 2025, por aproximadamente R$ 88 milhões, assinando contrato por cinco anos e meio. Antes da ida ao futebol ucraniano, o atacante foi destaque do Galo nas campanhas de vice-campeonato da Libertadores e da Copa do Brasil em 2024. Também integrou a Seleção Brasileira Sub-20 que conquistou o Campeonato Sul-Americano da categoria no início deste ano.

Mesmo em um cenário de adaptação, ele já projeta alcançar um novo patamar no clube. “É uma meta pessoal minha ser o protagonista do time. Sei que é um processo, mas estou trabalhando pra atingir meu melhor nível”, afirmou, ao comentar a concorrência com Pedrinho, com quem divide posição no time.

Por fim, Alisson reforçou o foco do elenco para a decisão diante do Dínamo, ressaltando a importância de manter viva a tradição do Shakhtar nos clássicos e, principalmente, de encerrar a temporada com um título. “Estamos muito focados e com muita gana de vencer. Queremos dar esse título ao clube”, concluiu.

Ana Teixeira

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