São Paulo

Bobadilla terá reunião com diretoria do São Paulo após acusação de xenofobia

Após a vitória por 2 a 1 sobre o Talleres, pela CONMEBOL Libertadores, o São Paulo enfrenta agora uma situação fora das quatro linhas. O volante paraguaio Bobadilla foi acusado pelo lateral Miguel Navarro de ter cometido uma ofensa de cunho xenofóbico durante a partida no Morumbis, na noite de terça-feira (27 de maio).

Navarro relatou que foi chamado de “venezuelano morto de fome”, o que levou ao encaminhamento do caso para o Juizado Especial Criminal (Jecrim) instalado no estádio. O árbitro da partida, o chileno Piero Maza, prestou depoimento na madrugada seguinte, mas declarou “não ter escutado” qualquer ofensa. Por esse motivo, sua participação no inquérito poderá ser descartada pelas autoridades responsáveis.

Bandeira do São Paulo no Morumbis em 2024 (Foto: Reprodução/São Paulo)

Apesar da folga concedida ao elenco após o triunfo, Bobadilla foi convocado a comparecer ao Centro de Treinamento da Barra Funda nesta quarta-feira (28 de maio). A diretoria de futebol do clube quer entender com mais profundidade o que ocorreu em campo, além de iniciar os procedimentos necessários para montar uma linha de defesa para o jogador.

A estratégia inicial do São Paulo inclui disponibilizar um advogado criminalista para integrar o corpo jurídico que acompanhará o caso. O objetivo, conforme apurado, é que esse profissional obtenha acesso aos depoimentos já prestados e, posteriormente, estabeleça contato com o delegado encarregado da investigação. A partir daí, deverá ser agendada uma nova oitiva, desta vez com a versão do volante paraguaio.

Aliás, o episódio acende um alerta dentro do clube paulista, sobretudo diante do histórico recente da competição. Em um caso semelhante nesta edição da Libertadores, Pablo Ceppelini, do Alianza Lima, foi suspenso por quatro meses por uma ofensa considerada xenofóbica contra um torcedor do Boca Juniors. A punição se baseou no artigo 15.1 do código disciplinar da Conmebol, que proíbe atos que atentem contra a dignidade humana com base em origem, raça, religião ou nacionalidade.

O São Paulo volta a campo no sábado (31 de maio), às 18h30 (horário de Brasília), diante do Bahia, na Arena Fonte Nova, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Até lá, a situação envolvendo Bobadilla deverá seguir sob análise interna e jurídica por parte do clube.

Brenda Cezillo

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