Flamengo

Crise interna trava chegada de reforço ao Flamengo

O Flamengo vive um momento de turbulência nos bastidores. A crise institucional envolvendo o diretor José Boto paralisou a negociação com o meia colombiano Jorge Carrascal, do Dínamo de Moscou. A chegada do jogador, considerada bem encaminhada, foi travada até que a situação do dirigente português seja definida internamente.

Segundo o jornalista Venê Casagrande, Boto se sentiu desprestigiado após o veto do presidente Rodolfo Landim, o Bap, à contratação do atacante irlandês Mikey Johnston. O dirigente apostava na chegada do atleta, mas enfrentou resistência interna e pressão da torcida, que forçaram o clube a recuar. A partir desse episódio, Boto cogitou deixar o cargo e suspendeu decisões de mercado, incluindo a negociação por Carrascal e renovações de contrato em curso.

O desgaste de Boto não se limita ao episódio de Johnston. O dirigente acumula atritos com lideranças do elenco, como Arrascaeta, Pedro e Gerson. No caso do uruguaio, o clube interrompeu negociações por renovação iniciadas no início do ano, o que gerou incômodo. O meia postou uma mensagem enigmática em rede social, interpretada como indireta: “O tempo põe cada um em seu lugar, cada rei em seu trono e cada palhaço em seu circo…”.

Diretor José Boto em coletiva (Foto: Paula Reis/Flamengo)

Também há reclamações sobre a condução das tratativas com Pedro. Após retornar de lesão em abril, o centroavante aguardava avanço nas conversas por extensão contratual, prometida por Boto, mas não foi mais procurado. O vínculo atual vai até o fim de 2027.

A relação entre Boto e o elenco azedou de vez com a gestão do caso Gerson. O meio-campista recusou se manifestar diretamente a Filipe Luís, como solicitado pela diretoria para efetivar uma venda ao Zenit. Em seguida, aceitou proposta de renovação com cláusula reduzida, mas foi alvo de nota oficial do clube que irritou o grupo de jogadores.

Mesmo funcionários e empresários ligados à base questionam atitudes do diretor. A demissão de Cléber dos Santos, campeão da Libertadores Sub-20, e a posterior contratação e saída rápida do português Nuno Campos incomodaram o ambiente. O próprio Boto havia prometido uma revolução no setor de formação, ainda não concretizada.

O presidente Bap, no entanto, reforçou em entrevista que não pretende demitir o diretor técnico: “Tenho dito e repito: não vou me meter nas escolhas do diretor técnico. Claro que a caneta no fim das contas é minha, mas vou muito mais na linha de vetar do que de tomar decisões por ele”.

A indefinição sobre o futuro de Boto, somada aos conflitos internos, gera impacto direto no planejamento do Flamengo para o restante da temporada. A diretoria ainda avalia os próximos passos enquanto o clube aguarda o começo da janela de transferências, previsto para os próximos dias.

Henrique Machado

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