Flamengo

Atacante do Flamengo provoca o Botafogo

Nesta quarta-feira (24), o Sub-20 do Flamengo foi a campo e enfrentou o Botafogo, em jogo válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro da categoria. O Mengo venceu o confronto de virada, por 2 a 1, com gol nos minutos finais, e a comemoração teve direito a provocação.

O Botafogo começou vencendo a partida, que foi disputada no Estádio da Gávea. O Flamengo empatou, e o placar permanecia em 1 a 1 até os 38 minutos do segundo tempo, quando Zé Welinton, de falta, ampliou o marcador para o Rubro-Negro.

Vale destacar que a cobrança de falta teve jogada ensaiada, e funcionou. Iago ameaçou fazer a cobrança e deslocou levemente o goleiro do Botafogo. O posicionamento do arqueiro foi fundamental para que Zé Welinton encontrasse um espacinho e estufasse as redes.

Assim que estufou as redes, Zé Welinton não perdeu a oportunidade de provocar o arquirrival e usou a história a seu favor. A comemoração não podia ser outra, e o camisa 16 fez o gesto do chororô, mostrando que a rivalidade vem desde a base, sim.

Outro fato curioso é que, além de Zé Welinton, o atacante Shola também fez o gesto de chororô. Entretanto, Shola é nigeriano e sequer fala português. Mas, conseguiu comprovar que, para ter rivalidade, não precisa entender a língua do rival, apenas seguir a história.

História do chororô

A provocação se iniciou em 2008, depois que o Flamengo conquistou o título da Taça Guanabara sobre o Botafogo. Na época, em coletiva após o jogo, o técnico Cuca, o presidente Bebeto de Freitas e jogadores apareceram de olhos cheio de lágrimas e reclamaram da arbitragem. O motivo? Um pênalti que teria sido cometido por Fábio Luciano. Campeão, o Fla adotou a provocação.

Depois do ocorrido, o primeiro jogador do Flamengo a dar início ao gesto que dura até hoje foi Souza Caveirão. Dias depois, o Fla enfrentou o Cienciano (PER), pela Libertadores. Souza marcou o gol e fez a comemoração do chororô, em alusão ao ocorrido. A celebração empolgou a torcida, que acompanhou cantando a marchinha “mamãe eu quero”.

Desde então, o chororô é comumente utilizado por jogadores do Mengão, da base ao profissional. Além dos meninos do Sub-20, nesta quarta (24), recentemente, atletas do elenco principal provocaram o rival, como Gabigol e Bruno Henrique.

Paula Silva

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