Jorge Jesus analisa cobrança perdida por Diego Ribas e fala sobre vaias da torcida

Jorge Jesus durante uma partida do Flamengo no Maracanã (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

O técnico Jorge Jesus analisou a atuação do Flamengo após a eliminação para o Athletico-PR, nas quartas de final Copa do Brasil, ontem, no Maracanã, e afirmou que o adeus à competição não terá maiores impactos para o restante da temporada.

O treinador rubro-negro lembrou que a saída do meia Arrascaeta, que teve de deixar o jogo ainda no começo depois de sentir um incômodo muscular na coxa direita, influenciou diretamente no comportamento do time.

“Não é fácil. O jogo… Nos 90 minutos, a equipe do Flamengo foi melhor, esteve em cima. Tivemos muitas oportunidades de gol. A lesão do Arrascaeta teve influência. Depois de termos feito 1 a 0, estávamos mais perto do 2 a 0 do que do 1 a 1. Nas penalidades, tivemos pouca sorte”, disse ele, que completou:

“Em um grande clube como o Flamengo, o objetivo é conquistar todos os troféus, mas é estar preparado para ganhar tudo e também quando as coisas não ocorrem bem, como foi hoje. Conta, claro, mas vamos controlar as emoções. O fato é que não conseguimos ser melhores. Isso dói, ainda mais por termos tido chances”.

Jorge Jesus durante o jogo contra o Athletico-PR (Foto: Jorge R Jorge/BP Filmes)

Jorge Jesus fez questão de salientar que três dos jogadores que estariam relacionados para as cobranças de pênalti não estavam em campo ao apito final. Bruno Henrique não foi relacionado por conta de uma lesão no tornozelo direito, Arrascaeta saiu no começo e Rafinha foi substituído por Rodinei.

“Dos três jogadores que tínhamos trabalhado nos 20 dias, eram Bruno (Henrique), Arrascaeta e Rafinha. Também o Everton. Tivemos que fazer alterações e não fomos bem nas penalidades. Não estamos satisfeitos com o jogo, mas a equipe fez um jogo competitivo”, apontou.

O comandante também fala sobre a cobrança do meia Diego Ribas, que abriu as penalidades para o Flamengo e desperdiçou ao bater no meio:

“O Diego foi um dos jogadores escolhidos para bater as penalidades. Normalmente, não bate, mas foi a ideia que ele teve. Esperava que o goleiro poderia cair, isso faz parte. Só erra quem bate. Ter a responsabilidade de ser o primeiro não é fácil”.

Questionado se a marcação alta pedida por ele ao time foi a culpada pelo gol do Athletico, Jesus citou “precipitação” e salientou ter sido a única oportunidade do Furacão na partida.

“Quanto ao gol, foi a única chance que equipe do Athletico teve. Teve uma precipitação em querer antecipar-se na jogada. Normalmente, é uma situação fácil de controlar e acabamos tomando o gol. Mas, no futebol, temos isso também”, afirmou.

Por fim, Jesus falou sobre as vaias da torcida:

“Temos que respeitar os torcedores quando ganhamos e quando perdemos. É claro que é mais agradável quando não nos xingam, mas temos que entender que eles estão tristes pela eliminação. Os jogadores têm consciência de que fizeram tudo pela vitória”.

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Retirado de: UOL