Meia do do Flamengo, Diego Ribas acusa fazendeiro de ter lhe aplicado um golpe

Diego Ribas em ação pelo Flamengo (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

O craque Diego Ribas, que hoje joga no Flamengo, sofreu grande decepção ao fazer sociedade em fazendas com a família Name, em 2010, na região de Bonito. O craque foi à Justiça reclamar que havia sido lesado no negócio, mas o Tribunal de Justiça decidiu a favor de Jamil Name por quatro vezes. O caso é um dos investigados pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (GAECO) na Operação Omertá.

O GAECO recuperou reportagens da época sobre o caso para convencer a justiça que a família Name, detentora de um poderio econômico, com fazendas e empresas, tinha influência no Tribunal.

Conforme matéria jornalística apontou, Diego decidiu apostar no ramo pecuário. Sem saber da ‘má fama da família’, como diz a investigação, o pai do atleta e o jogador, por meio de uma empresa da qual era sócio, compraram três fazendas de Jamil Name Filho, cuja extensão era de 2,4 mil hectares.

A notícia diz que o pai do jogador reclamou de ter pago pela propriedade, mas até então não ter recebido as escrituras. Outro motivo de discórdia foi que o contrato previa que o jogador ficaria com 628 animais fêmeas que estavam no pasto e repassaria aos Name parte dos animais paridos.

Porém, o antigo dono da fazenda foi à justiça dizer que não recebeu os devidos valores do jogador. A defesa do atleta diz que não pagou porque Jamil Name não apresentou notas fiscais do negócio.

Na sequência, decisão do TJ mandou apreender 528 vacas e 126 novilhos, um total de 654 bovinos. Mas segundo o defensor de Diego à época, os Name pegaram 1.581 cabeças de gado, muito mais do que a decisão do Tribunal permitia.

No total, foram quatro decisões do TJ favoráveis à família Name, o que levantou suspeitas por parte do pai do jogador. Ele citou ainda o caso dos precatórios milionários recebidos pelos Name, por ordem do TJ, para demonstrar a força perante a Justiça.

O pai do atleta foi ao Conselho Nacional de Justiça levar as suspeitas sobre o então corpo de desembargadores da Corte.

Investigação

As investigações do GAECO começaram em abril deste ano e foram instauradas para apoiar outra apuração, que estava a cargo do Garras. A Polícia Civil investigava, até então, três assassinatos, que agora são atribuídos a essa milícia, comandada por Jamil Name e Jamil Name Filho. Eles teriam ordenado as mortes de lson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, do ex-delegado Paulo Magalhães e Marcel Colombo.

Retirado de: Top Midia News

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