Após a vitória do Cruzeiro sobre o Flamengo por 2 a 1, no domingo (04), pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Leonardo Jardim foi questionado sobre a coesão do elenco. O tema surgiu em meio à recente saída de Dudu, que teve o contrato rescindido dois dias antes da partida. Ao ser indagado sobre a existência de uma possível “erva daninha” no grupo, o treinador evitou mencionar diretamente o nome do atacante.
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Durante a entrevista, o repórter fez uma analogia entre o sobrenome do treinador e a metáfora da “planta indesejada em um jardim bonito”. Apesar da provocação, Jardim manteve uma postura reservada. “Eu não vou falar daqueles que não estão, porque não é o meu hábito”, respondeu, destacando que os atletas atualmente no elenco demonstram forte compromisso com o clube e com a metodologia de trabalho.
Ainda na coletiva, o técnico português enfatizou o engajamento de todos os setores do clube. Segundo ele, “o grupo dos jogadores, o staff técnico, o staff da metodologia e a comunicação estão a aderir à ideia de gestão” implantada. A fala evidencia um momento de maior união interna, conforme o discurso adotado após o desligamento de Dudu.
O atacante havia sido retirado do jogo contra o Vasco, no fim de semana anterior, após reclamar publicamente de ter perdido a posição de titular. A situação foi considerada o ápice de uma relação já desgastada, que vinha se deteriorando desde abril, quando ele passou a ser reserva a partir do duelo contra o São Paulo.
A comissão técnica se mostrou insatisfeita com a postura de Dudu nos treinos e nos jogos subsequentes. Com respaldo da diretoria, o jogador foi afastado. Mesmo com uma tentativa de reintegração para treinamentos, ele acabou fora da lista de relacionados contra o Vila Nova.
A rescisão foi oficializada na sexta-feira (2). Atualmente, Dudu negocia sua transferência para o Atlético-MG. Até o encerramento da janela de transferências do meio do ano, a situação do atleta deve ser definida.
















