O atacante Gonzalo Plata, atualmente no Flamengo, vive um momento de recuperação emocional e esportiva após um período conturbado. O jogador, que anteriormente defendeu o Al-Sadd, voltou ao Catar para disputar a Copa Intercontinental e reencontrou um ambiente familiar, onde, segundo ele, ainda é bem acolhido.
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Plata ficou de fora da final da Libertadores contra o Palmeiras, em Lima, por conta de uma suspensão. O episódio marcou profundamente sua trajetória no clube carioca, como ele mesmo revelou em entrevista recente. Conforme destacou, o sentimento foi agravado pelo fato de estar ausente de um jogo decisivo que culminou com a conquista continental pelo Flamengo.
“Foi muito difícil, passei por momentos ruins. Foi o pior momento da minha carreira, nunca tive esse momento de ficar muito tempo expulso em sequência. (…) Tanto no individual como no coletivo, porque sei que prejudiquei muito o time”.
O equatoriano reconheceu que atravessou uma fase instável, marcada por expulsões em sequência e críticas internas. Ainda assim, afirmou que a confiança do técnico Filipe Luís e o apoio dos companheiros foram fundamentais para sua recuperação. A presença da família no Rio também foi decisiva para o seu equilíbrio fora de campo.
“Pela confiança que tenho aqui e que Filipe me dá todos os dias, os companheiros também (…). Agora estou aqui, minha cabeça mais aliviada e tentando fazer meu trabalho de novo”.
O atacante foi acionado no segundo tempo da partida contra o Cruz Azul, na estreia da Copa Intercontinental. Aliás, sua atuação segura reacendeu a expectativa por mais minutos em campo na semifinal contra o Pyramids, que ocorre neste sábado (13), às 14h (horário de Brasília), no Estádio Ahmad bin Ali. Com a possibilidade de mudanças no time titular por desgaste, ele pode iniciar o confronto.
“Feliz por estar aqui ajudando o time, no último jogo pude fazer bom segundo tempo e fiz coisas que ajudaram o time, e o que o Filipe pediu. (…) Acho que estou indo pelo caminho certo”.
O próprio jogador admitiu a responsabilidade de representar um clube da dimensão do Flamengo em competições internacionais. Para ele, conquistar o título é mais do que um objetivo: é uma obrigação natural, dada a tradição do time.
“Acho que muito mais uma obrigação pelo o que o Flamengo é no Brasil, no mundo… Todo mundo sabe o que o Flamengo representa. (…) Se levarmos o título para o Brasil, será algo inesquecível”.
Apesar das brincadeiras de familiares sobre o atraso nas férias, Plata reforçou o foco do elenco rubro-negro na conquista do título. Afinal, segundo ele, a preparação para esse momento começou ainda no início do ano. Enfim, restam dois jogos para que a meta seja cumprida.

















