Fla de Ceni encara Athletico e mostra novas armas pelo título na reta final

Everton Ribeiro conversa com Rogério Ceni durante a partida contra o Botafogo

Foram eliminações doídas na Copa do Brasil e na Libertadores, derrotas e a perda de contato com o líder do Brasileiro , mas o Flamengo de Rogério Ceni, aos poucos, dá as caras e exibe suas garras exatamente na reta de chegada.

A vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras na quinta-feira (21) representou a primeira diante de uma equipe que integra o G-6, e deu mostras de armas importantes que o Rubro-Negro apresenta no momento decisivo. O resultado deixou os atuais campeões vivíssimos e a distância pode encurtar ainda mais. De olho na manutenção da boa fase e no terceiro triunfo seguido, o Fla encara hoje (24) o Athletico, às 16h, na Arena da Baixada.

Para emplacar a terceira vitória seguida, o time traz novas armas a seu favor. No jogo em Brasília, o Fla mostrou uma força de marcação que há muito não exibia. Com as linhas altas e muita disposição, a equipe sufocou o rival e lembrou até alguns bons momentos do ano mágico de 2019.

“Nós criávamos chances de gol, mas em termos de apresentar tempos de qualidade igual, melhoramos contra o Goiás. O time entendeu que além do talento é preciso cada vez se esforçar mais”, disse Ceni.

Atrás, Ceni apostou alto com Willian Arão na zaga e quebrou a banca. Com o volante, o time ganhou mais qualidade na saída desde atrás. Substituto de Rodrigo Caio, que deixou o campo com dores na coxa, o contestado Gustavo Henrique manteve um bom nível e a ausência do titular não foi um grande problema ao longo do jogo. Em muitos momentos, essa organização contou com a participação efetiva de Filipe Luís, que fechou como um terceiro defensor e colaborou para essa construção.

“Nós treinamos na semana passada, ele já vem entrando ali em alguns jogos e, hoje, achei que ele se encaixaria bem. Ele tem mais mobilidade, eu achei que ele e o Rodrigo Caio formariam uma dupla boa. É um cara que colabora muito dentro e fora de campo”, analisou o técnico.

O recuo do camisa 5 resultou em um meio com ainda mais qualidade técnica. Novamente muito bem no jogo, Diego deu qualidade no passe, cadência e se desdobrou na marcação. O comprometimento na hora de roubar a bola, no entanto, não foi apenas do meia, que viu companheiros como Gabigol e Everton Ribeiro desarmarem os adversários e voltarem para dar combate. Tamanha entrega resultou no segundo jogo consecutivo sem gols sofridos, marca inédita do time nesta edição da competição.

“Estamos todos do mesmo lado, vim para fazer o melhor pelo Flamengo. Quando os resultados não vêm, existem as cobranças. Não sou ligado em redes sociais, me baseio no dia a dia. Existe um mundo paralelo e virtual, mas vivo mais o dia a dia do CT. Vale ressaltar que são dois jogos sem sofrer gols, isso vinha sendo uma dificuldade muito grande do Flamengo. Os resultados são importantes, eles evidenciam um trabalho”, avaliou o técnico.

Quando a partida começava a ficar perigosa, Rogério sacou Pepê da cartola. O jovem da casa por pouco não foi negociado, mas ficou a pedido do treinador. Com mais gás, entrou na vaga de Diego e foi bem. Além de ajudar na retenção da bola, chegou na frente e fez o gol que selou a vitória.

Renascido no Brasileiro, o Flamengo ainda tem um jogo a menos [contra o Grêmio] a ser disputado. Ao lado do Colorado, o Flamengo é a única equipe que depende apenas de si para levantar a taça. Mais vivo que nunca, os rubro-negros esperam fazer valer a tradicional força quando a linha de chegada se aproxima.

Retirado de: UOL