Laterais Rafinha e Filipe Luís contagiam vestiário e miram glória em casa pelo Flamengo

Filipe Luis e Rodolfo Landim durante conversa na academia do Ninho do Urubu (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Contratados para colocarem um ponto final nas interrogações das laterais do Flamengo, Rafinha e Filipe Luís agregaram mais do que a qualidade técnica ao dia a dia do Rubro-negro, que encara hoje (21) o Internacional, às 21h30, no Maracanã, pelo jogo de ida da Libertadores.

Após passagens vitoriosas no futebol europeu, a dupla voltou para casa em busca da glória de vencer pelo clube e levantar seus primeiros títulos de peso atuando no futebol brasileiro. Em pouco tempo de casa e com mais de 500 jogos cada no futebol do Velho Continente, os dois já assumiram papel de liderança e se juntaram ao grupo de capitães do elenco, que antes era formado por Diego, Diego Alves e Éverton Ribeiro.

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Mais descontraído, o ex-jogador do Bayern de Munique é muito próximo dos mais jovens do grupo. Com uma tatuagem em alusão à Tríplice Coroa [títulos do Campeonato Alemão, da Copa da Alemanha e da Liga dos Campeões, em 2013], o paranaense é um dos mais “obcecados” pelo torneio sul-americano. Ídolo do gigante alemão, Rafinha, dono de 17 títulos internacionais, sabe que ainda falta a realização de brilhar em seu país.

“Quando não ganha, aqui e em todos os clubes do mundo, existe essa cobrança. Eu já sabia o que existia aqui, como era a cobrança aqui, vim sabendo que ia ser grande, mas o apoio é maior ainda. Sabia o que iria enfrentar aqui. A cobrança vem, mas o apoio vem maior ainda”, analisou o camisa 13.

No papel de um dos mais experientes, o atleta sabe como manter o astral elevado nos vestiários. Fã de samba, ele deixou diversos instrumentos guardados no Ninho do Urubu. Após os treinos, é ele quem pega o banjo e lidera a cantoria entre os rubro-negros.

Filipe Luís chegou depois, mas desperta igual admiração e respeito por parte dos companheiros. Campeão da última Copa América pela seleção brasileira, ganhou também o torcedor ao achar, no fundo do baú, uma foto sua vestindo vermelho e preto quando ainda era criança. Com cerca de 15 anos de futebol europeu no currículo, trouxe para o cotidiano do Ninho o gosto pela parte tática, pela preparação física e outros conhecimentos que cercam um time de futebol.

Apesar do posto de idolatria adquirido na Europa, ele também voltou para o Brasil em busca da glória em casa. Ao assinar com o Fla, mirou um desfecho vitorioso nos campos antes de começar a estudar para virar treinador, um de seus objetivos a partir do fim da carreira.

“Na Europa, quase sempre o estádio está lotado, mas a torcida do Flamengo é diferente, vi isso no Maracanã. Não é só uma parte do estádio que canta e pula. Aqui é diferente, mexe com o jogador. Aonde você vai, vê milhares de pessoas com a camisa do clube. É um motivo de orgulho ser jogador do Flamengo”, disse ele.

Super-campeões em ligas de primeiro nível, a dupla espera entrar para a história. Mas agora jogando em casa e com a camisa rubro-negra.

Retirado de: UOL